26 fevereiro 2021, 21:12
Arquivo Pessoal

Histórias de profissionais que largaram carreiras e redescobriram o prazer no trabalho

Mudar de vida, chutar o próprio balde! Você teria colagem de largar tudo por um sonho? Arriscaria abrir mão da carteira assinada e de todos os anos estudando para conseguir um diploma? Conheça as histórias de duas mulheres que trilharam novos caminhos em busca de realização.

Após atuar 13 anos como jornalista, em 2019, Vanessa Bergottini, 36 anos, passou a dar aulas de Yoga e encontrou no hobby uma realização pessoal e profissional. Ministrar aulas se tornou mais prazeroso do que noticiar.

“Eu comecei a praticar yoga em 2016, comecei pelo Acroyoga e me fazia muito bem, então resolvi entender de onde vinha e fui buscar na raiz do yoga. Me matriculei em um estúdio e depois da primeira aula que fiz tive a certeza que era aquilo que eu queria fazer para sempre”, relembra.

Mesmo conciliando o jornalismo com as aulas de yoga ao decorrer de 2019, Vanessa percebeu que era hora de se dedicar exclusivamente na nova profissão e foi em dezembro do mesmo ano, que ela pediu demissão da empresa onde trabalhava e entrou de cabeça no novo projeto.

“Deixei o jornalismo pois já não fazia mais sentido pra mim continuar desempenhando esse papel, atuando como apresentadora e tendo uma rotina que já não se encaixava no meu ideal de vida e eu senti que era o momento de concentrar toda minha energia no que realmente fazia sentido. Pedi demissão do emprego de jornalista que tinha na época e desde então minha vida é toda dedicada ao yoga, tanto a minha prática diária quanto aos meus alunos”, conta.

Audácia e coragem foram os pilares da conquista, que hoje, trouxe paz para a vida da professora. “Me sinto totalmente realizada como professora de yoga como nunca me senti como jornalista. Meu trabalho ajuda a melhorar a qualidade de vida das pessoas e isso não tem preço. Ver meus alunos terminarem as aulas melhores do que quando começaram, nutre minha alma”, afirma com orgulho.

De acordo com Vanessa, trocar de profissão foi desafiador, mas ela ouviu seu coração, sua intuição e descobriu que os dois nunca falham. “Hoje tenho uma vida muito mais leve, vivo praticamente sem ansiedade, muito mais calma. Como autônoma consigo ter a estabilidade financeira que sendo registrada nunca consegui e faço meu horário de trabalho de acordo com minhas necessidades”, conclui.

Após estudar cinco anos de Arquitetura e Urbanismo, Beatriz de Freitas Tereza, 23 anos, resolveu deixar para trás os projetos arquitetônicos e investir no curso de micropigmentação de sobrancelhas. Foi na área da estética, em 2019 que a jovem descobriu uma nova paixão profissional.

“Em abril de 2019 entrei em uma empresa de sofás onde eu era vendedora, mas podia atuar como arquiteta desenvolvendo projetos para os clientes. Fiz apenas dois projetos de arquitetura de interior e não atuei mais. Em dezembro do mesmo ano investi em um curso de micropigmentação de sobrancelhas e amei a profissão, estou quase completando um ano nesse ramo e não pretendo sair, trabalho com o design e com a depilação”, explica.

Por um tempo a insegurança e o medo cercaram Beatriz, mas hoje, entende que mudanças são necessárias para uma vida satisfatória. “A vida é muito curta para ficarmos presos em algo que não está nos fazendo feliz. É uma mudança total de carreira, mas é onde sinto que posso trazer um novo sorriso para meus clientes, porque não é apenas fazer uma sobrancelha e sim transformar vidas através da autoestima”, avalia.

Em comum, as histórias despertam curiosidade, inspiração e comentários do gênero: “Que coragem!”. Porém, mais que coragem, Vanessa e Beatriz estudaram, se planejaram e se conheceram mais até pôr em prática o ‘plano B’ para suas vidas profissionais.

“Se joga! Pula de cabeça, por que se não der pé, você nada de volta para a margem e tá tudo bem, mas se não souber nadar leva a boia, se não, você se afoga. Resumindo, não adianta querer mudar só por mudar, estuda, se prepara para dar o primeiro salto”, aconselha Beatriz.

Percebi que estava ajudando muito mais as pessoas com o yoga do que com o jornalismo. “Quem sente que tem tudo para mudar de área e construir uma nova vida deve seguir e correr atrás do que realmente quer, é tentando e arriscando que a gente conquista os nossos sonhos. Acreditar em si é o caminho para ter a vida que se sonha”, inspira.

(Texto: Bruna Marques)

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