Caixa abre PDV e agrava ainda mais o atendimento nos bancos

Os problemas de falta de funcionários nos bancos e demora no atendimento devem se agravar ainda mais no segmento. É que a Caixa Econômica Federal revelou, no início deste mês, a criação de um novo PDV (Programa de Demissão Voluntária) com a meta de adesão de 7,2 mil funcionários de todo o país. No entanto, para o jornal O Estado, o presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), Sergio Takemoto, destacou que teme que, mais uma vez, os trabalhadores fiquem sobrecarregados e que o atendimento ao público seja prejudicado.

Segundo a Caixa, as adesões estão abertas até o dia 20 e os desligamentos acontecerão entre 23 de novembro e 31 de dezembro. Os empregados que aderirem ao PDV receberão o incentivo financeiro equivalente a 9,5 remunerações-base. Entre os requisitos necessários para a adesão estão: os empregados que se aposentaram antes de 13 de novembro de 2019 (data em que entrou em vigor a Emenda Constitucional 103/2019, da reforma da Previdência, que prevê a extinção do vínculo empregatício de empregados de empresas públicas que se aposentarem a partir da vigência da emenda); os empregados que recebem adicional de incorporação; os empregados aptos a se aposentar até 31 de dezembro de 2020, que solicitem a aposentadoria ao INSS após 6 de novembro de 2020 e ter 15 anos ou mais de efetivo exercício na Caixa.

Em Campo Grande,o secretário de Relações Sindicais e Saúde do SEEBCG-MS (Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região), Everton José Gaeta Espindola, afirma que os atendimentos serão os mais prejudicados, além de destacar que a situação poderá ficar ainda pior, caso os números de contaminados pela COVID-19 aumentem.

“Já estamos com os atendimentos prejudicados em razão do grupo de risco, teletrabalho, as demissões compulsórias de aposentados após a reforma e junto com os desligamentos via PDV que ainda não é possível estimar uma quantidade de adesão, precisamos considerar também os trabalhadores afetados por contaminação que também, devem elevar com menos empregados.Se tivéssemos um horizonte de plena saúde, recuperação econômica a caixa seria um instrumento de politicas públicas eficiente, mas e se piorarmos em número de mortes, contaminação e resultados econômicos?”, frisou.

(Texto: Michelly Perez )

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