25 novembro 2020, 19:15
Divulgação

Candidatos a prefeito não têm doações nem gastos na campanha

Dois partidos com candidatos concorrendo a majoritária de Campo Grande ainda não conseguiram encorpar a campanha, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O PSOL, de Cris Duarte, que não possui declaração de doação e nem de despesas e o PCO, de Thiago Assad, que está na mesma situação, porém não tem nem tempo para programa eleitoral. Os postulantes a prefeito sequer têm bens declarados, enquanto seus vices, respectivamente Val Eloy e Carlos Martins Júnior, possuem R$50.000,00 e R$153.115,95, respectivamente. Ambos também não tiveram os registros julgados.

Ainda consta listado no divulga contas Loester Trutis, que seria um dos que fizeram autofinanciamento de R$ 5 mil. No registro estão mais 50 mil doados pelo PSL municipal. Ele e sua vice, Lilian Durães declararam respectivamente R$ 48.036,48 e R$ 365.000,00. O candidato oficial do partido é Vinicius Siqueira (PSL) e Rhiad Abdulahad (PSL). Eles receberam R$ 300.000,00 de doação do partido nacional mas nenhuma declaração de gastos. A declaração de bens é de R$ 366.000,00 de Siqueira e R$ 211.321,08 de Abdulahad. Esta candidatura está deferida.

Marcelo Miglioli (SD), gastou R$ 104.220,95, principalmente com publicidade por adesivos R$ 73.872,00, publicidade por materiais impressos R$ 19.396,00 e combustíveis e lubrificantes R$ 10.942,50. O candidato tem R$ 676.000,00 doados pelo próprio partido estadual. Miglioli possui R$ 5.358.687,67 em bens e nada doou para sua própria campanha. Ele é o candidato a prefeito mais rico. Sua vice, Carla Bernal, declarou R$ 290.000,00. Sua candidatura está deferida. Marcelo Bluma (PV) tem R$ 261.116,00 também do seu partido estadual, ele teve despesas de R$ 70.990,71. Foi o que mais gastou com despesa com impulsionamento de conteúdos. Foram R$ 47.530,00. Possui patrimônio total de R$ 1.455.057,05 e seu vice, Pastor Alvarenga, nada declarou. A candidatura do Partido Verde está deferida.

Guto Scarpanti (Novo) tem R$ 62.130,00 de recursos e R$ 20.743,73 de gastos usados, principalmente com serviços prestados por terceiros R$6.880,00, serviços advocatícios R$ 4.250 mil, impulsionamento de conteúdo R$ 3,5 mil e publicidade por materiais impressos R$ 2.590 mil. Scarpanti possui em bens R$ 1.550.500,00, sem nenhuma doação para a campanha. Sua vice, Priscila Afonso, declarou R$ 33.000,00. A candidatura do Novo está deferida.

Já Dagoberto Nogueira (PDT) tem R$ 1,4 milhão doado pelo partido nacional e R$ 100 mil pelo partido municipal, mais R$ 4 mil doados por pessoas físicas. Até agora gastou R$ 666.128,66 sendo o maior gasto declarado em doação a outros candidatos/partidos R$ 483.750,00, seguido de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo com R$ 100.000,00.

O pedetista também investiu em despesas com pessoal com R$ 46.125,00, serviços advocatícios R$ 20 mil, despesa com impulsionamento de conteúdos com R$ 8 mil e, entre outros, transporte cerca de R$ 4,5 mil. Mesmo com R$ 3.079.721,17 (o quinto mais rico na majoritária) em bens declarados nada doou para a própria campanha. Sua vice, Kelly Costa não tem bens declarados. A candidatura do PDT aguarda julgamento.

Do Podemos, a candidata a prefeita de Campo Grande Delegada Sidneia Tobias, tem no caixa R$ 30.000,00 doados pelo partido municipal com R$ 17.000,00 em gastos. As despesas são principalmente em locação/cessão de bens móveis (exceto veículos) especificamente de equipamento e serviços de captação de áudio e vídeo em R$10.000,00. Produção musical do jingle em R$ 2,9 mil. Ela e seu vice, Samuca Brasil, já estão com a candidatura deferida, ela tem R$ 250 mil declarados. Samuca nada tem declarado.

(Texto: Rafael Belo)

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