1 outubro 2020, 15:02
Reprodução/Internet

Atacadão: Áreas sem risco são as primeiras a serem periciadas

A Polícia Civil abriu o inquérito policial para investigar o incêndio ocorrido na loja do Atacadão, na avenida Duque de Caxias. A perícia já começou a trabalhar em duas áreas que não apresentam risco de desabamento e de novos focos de incêndio. Uma das áreas é o setor administrativo do atacadista. O Corpo de Bombeiro estima que a temperatura dentro do prédio chegou aos 700ºC. Segundo o tenente-coronel Fernando Carminatti, assegurou que ainda não há um previsão para o termino dos trabalhos dos bombeiros.

Considerado o maior incêndio ocorrido em Campo Grande, os bombeiros seguem, desde a última segunda-feira (14), controlando pontos de reguinição do fogo. De acordo o tenente-coronel Carminatti, os focos de incêndio ainda aparecem por conta dos produtos inflamáveis e também as altas temperaturas registradas nos últimos dias na Capital. No domingo, Campo Grande registrou 37,9ºC, com sensação térmica de 46ºC e umidade relativa do ar de 10%. Os dados são do meteorologista Natálio Abrahão, da Uniderp.

A estrutura do prédio está comprometida. Partes do teto já cederam e, conforme os bombeiros, são as prateleiras do supermercado que estão ajudando a segurar o restante da estrutura. Ao chegar no local na manhã de ontem (15), a equipe de perícia e o delegado responsável pelo inquérito, Bruno Urban, fizeram uma vistoria no local com o Corpo de Bombeiros. Como existiam muitos focos de calor, a perícia começará a feita no locais que não há mais fogo.

“Vamos começar por dois lugares, o administrativo e uma área aos fundos do atacadista, que são áreas consideradas seguras. Nessa parte da frente e onde iniciou o incêndio não tem condições de irmos ainda pelo risco de desabamento e por que ainda há fogo”, explicou o delegado.

As imagens de segurança do Atacadão já foram solicitadas pela polícia. Segundo Urban, o aparelho que salva as imagens de todas as câmeras será apreendido. “O trabalho aqui será longo, de muitos dias, e minucioso. Vamos nós debruçar sobre essas imagens, não podemos deixar escapar nenhuma pista para que possamos desvendar o que, realmente, ocorreu”, ressaltou.

A polícia ainda não descarta nenhuma possibilidade para a causa do incêndio. Conforme o delegado ele pode ter sido acidental, mais também criminoso. “Pode ter ocorrido por conta de um curto-circuito, mas no momento não descartamos nada”, reiterou.

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(Texto: Rafaela Alves)

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