1 outubro 2020, 14:11
Crédito: Reprodução/Internet

Leitura desenvolve aptidões importantes para a vida adulta

Quarentena é o momento ideal para incentivar esse hábito e a tecnologia pode ser usada como aliada para despertar o interesse das crianças e formar novos leitores

A leitura, hábito indispensável para a formação de crianças e adultos e um dos pilares do processo de alfabetização, pode cumprir um papel ainda mais fundamental durante o isolamento social, época em que os alunos estão longe do convívio escolar. Conforme explica a professora do curso de Pedagogia da Uniderp, Fabiane Lima.

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE em junho de 2019, é considerado alfabetizado aquele que sabe ler e escrever um bilhete simples. O conceito parece fácil de ser atingido, mas no Brasil, segundo os dados da pesquisa, essa é uma realidade distante para mais de 11,3 milhões de brasileiros considerados analfabetos. “A educação é o melhor caminho para transformar esse triste índice. E não se pode falar em educação sem falar de leitura, que tem um papel muito importante e contribui no desenvolvimento intelectual, pessoal e socioemocional das pessoas, independentemente da idade”, afirma.

Em relação às crianças que estão no processo de alfabetização, a professora orienta que as famílias devem tornar o período da quarentena uma oportunidade para estabelecer trocas saudáveis no ambiente familiar, estimulando a leitura. “Além do conhecimento que adquirem na escola, a leitura quando incentivada dentro de casa, em horários alternativos e junto à família, apoia o aprendizado e o desenvolvimento de competências e habilidades muito importantes para a vida adulta e o mercado de trabalho, como interpretação, criatividade, empatia, tolerância, além de capacidade e senso crítico. Além disso, tem o poder de nos levar para outros lugares e nos tirar do tédio e da solidão, sentimentos que tendem a aumentar nesse período de isolamento”, explica.

Fabiane destaca que os contos infantis têm um papel fundamental também na construção do sujeito leitor. “Eles são primordiais para ensinar às crianças futuras experiências que elas encontrarão durante seu crescimento intelectual. Não há processo de aprendizagem sem leitura, principalmente quando pretendemos desenvolver as competências intelectuais. Quando trabalhamos com contos infantis na escola, a priori, eles cumprem um papel didático, como é o caso das fábulas, cuja moral permeia a narrativa e os contos infantis também fazem com que as crianças entendam o mundo adulto que eles vivenciarão mais tarde”, complementa. Outro ponto importante é que a leitura pode ser o portal para conhecer outros mundos, o que inclui também novas culturas e pontos de vistas diferentes.

O papel da tecnologia

Para Fabiane, a internet não deve ser vista como vilã e sim como uma aliada no incentivo à leitura. “Quando usada de forma adequada, respeitando as indicações de tempo para cada idade, o digital é um grande colaborador para o crescimento do consumo de livros, oferecendo novos formatos e possibilidades. Por meio do ambiente online, temos acesso a um acervo muito maior de obras, inclusive gratuitas. Nesse caso, a internet não anula o livro, eles caminham juntos! De forma rápida e natural, a tecnologia está despertando o interesse e formando novos leitores”, afirma.

Para a especialista, a leitura deve ser transformada em hábito. “Desde a barriga da mãe, a leitura deve ser incentivada. Após o nascimento, isso deve se perpetuar. Mesmo que a criança ainda não saiba ler, o simples ato de segurar um livro acaba gerando curiosidade. Criar uma rotina de leitura é um fator importante, que deve fazer parte do dia a dia das pessoas, sobretudo pelo prazer que proporciona”, completa Fabiane.

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