1 outubro 2020, 14:26
Reprodução/Internet

Rivais disputam final que pode quebrar tabus, recordes e jejuns

Sétima decisão entre rivais pelo Estadual coloca em jogo marcas e feitos para Corinthians e Palmeiras

O Corinthians em busca de um inédito tetracampeonato. O Palmeiras pressionado a dar fim a um jejum de 12 anos sem títulos estaduais. Assim será a decisão do Campeonato Paulista 2020, que se inicia às 20h30 (de MS) de hoje (05), com o primeiro dérbi entre os históricos rivais na arena alvinegra.

O tomo final do embate entre ambos será no sábado (08), com o segundo jogo marcado para o estádio Allianz Parque, casa do time alviverde, que terá a vantagem por ter tido melhor campanha ao longo da competição.

Nas semifinais, o time alvinegro passou pelo Mirassol, com vitória por 1 a 0, em Itaquera. A equipe alviverde bateu a Ponte Preta, também por 1 a 0, e também em sua casa. Será a sétima vez que os times disputam a final do Estadual e, por enquanto, há equilíbrio, com três títulos para cada lado. Na decisão, o Corinthians vai buscar o seu 31º caneco, ao passo que o time alviverde luta por seu 23º troféu.

A última vez em que o clássico ocorreu na decisão foi em 2018, ano em que o time alvinegro conquistou o segundo dos três títulos consecutivos que ganhou a partir de 2017. Caso fature a taça deste ano, o tetracampeonato será um feito inédito para o Corinthians e que não acontece no torneio estadual desde 1919, quando o futebol ainda era amador e a conquista foi do Paulistano, desde então fora das competições de futebol.

O Palmeiras, aliás, encerrou a sequência vitoriosa do Paulistano ao conquistar seu primeiro título estadual, em 1920, ainda como Palestra Itália. Depois, foi um dos principais responsáveis por essa marca nunca ter sido alcançada novamente.

Campeão em 1940, encerrou a sequência de conquistas do Corinthians, que havia levantado a taça em 1937, 1938 e 1939. Já como Palmeiras, impediu o tetra do Santos ao ser campeão em 1963 e, entre 1964 e 1969, quando o Santos de Pelé dominava os campos de São Paulo, foi campeão em 1966, também impedindo uma sequência maior de títulos do clube alvinegro.

Além de impedir outra vez que um time seja tetra, o Palmeiras – que já podia ter eliminado o time alvinegro do torneio com um empate no confronto do último dia 22, ainda pela primeira fase, na retomada do Estadual – tenta repetir o desempenho que obteve em 2008, ano em que ficou com o troféu estadual pela última vez, ao vencer a Ponte Preta na decisão.

Curiosamente, o técnico do time palmeirense naquela ocasião era Vanderlei Luxemburgo, treinador que está em sua quinta passagem pelo clube.

A seca atual do Palmeiras no Paulista é a segunda maior da sua história. A mais longa se deu no período entre 1976 e 1993 e também foi encerrada por Luxemburgo. O último técnico antes do carioca a ganhar o torneio foi Olegário Tolói de Oliveira, o “Dudu”, em 1976.

Desde 93, o Palmeiras ainda chegou a outras três finais do Estadual sem Luxemburgo. E foi vice em todas para o Corinthians. Em 95, com Carlos Alberto Silva. Em 99, com Luiz Felipe Scolari. E em 2018 com Roger Machado.

Em contrapartida, se for campeão, Luxemburgo não só reafirmará seu nome na galeria de títulos do clube como também se isolará como o treinador que mais vezes ganhou o Paulistão, superando Lula, que tem oito títulos, todos pelo Santos na era Pelé. Além dos quatro pelo Palmeiras, ele ganhou também por Bragantino (1990), Corinthians (2001) e Santos (2006 e 2007).

Do lado alvinegro, Tiago Nunes, de 40 anos, em seu primeiro trabalho em São Paulo e, portanto, em busca do primeiro título no estado. Se o histórico recente é mais favorável aos corintianos, o desempenho apresentado pelas duas equipes neste ano coloca os palmeirenses com certo grau de favoritismo.

Para o jogo de hoje, com o colombiano Cantillo recuperado da COVID-19, a dúvida de Nunes é se ele entra no time no lugar de Gabriel, até então inquestionável entre os 11 iniciais, mas que perdeu espaço com o crescimento de Éderson.

O Palmeiras, por sua vez, ainda não joga o futebol que é esperado por seus torcedores, mas também não corre riscos. Diante da Ponte Preta, fez sua melhor exibição desde a volta do Estadual, com bom volume ofensivo e chances de balançar as redes. Para o jogo de hoje, o desfalque é o zagueiro Felipe Melo, que deixou o campo contundido e foi vetado pelo departamento médico. Luan e Victor Hugo brigam pela vaga deixada pelo capitão.

(Texto: Alison Santos e Rafael Ribeiro/Publicado por João Fernandes)

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