9 agosto 2020, 7:05
Crédito: Sérgio Lima/Poder 360.

Dívida pública chega a R$ 6,15 trilhões e 85,5% do PIB

O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (31) que em julho a dívida bruta dos governos chegou a R$ 6,15 trilhões. O valor corresponde a 85,54% do PIB (Produto Interno Bruto), o maior percentual da série histórica, iniciada em dezembro de 2006.

A pandemia da covid-19, explica o aumento do endividamento, em parte pelo fato de o governo ter expandido os gastos públicos para socorrer Estados, municípios e a população mais fragilizada.

Dados do Banco Central mostram que o setor público consolidado (União, Estados, municípios e estatais) teve deficit –quando despesas superam as receitas– de R$ 402,7 bilhões no 1º semestre do ano. No mesmo período de 2019, somou saldo negativo de R$ 5,7 bilhões.

O setor público consolidado registrou déficit primário de R$188,7 bilhões em junho. No governo central houve déficit de R$195,2 bilhões, e nos governos regionais e empresas estatais, superávits de R$5,8 bilhões e R$719 milhões, respectivamente. No ano, até junho, o déficit primário acumulado do setor público consolidado atingiu R$402,7 bilhões, ante déficit de R$5,7 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses o déficit primário atingiu R$458,8 bilhões (6,38% do PIB).

Segundo dados do governo federal, a União teve rombo –despesas superaram as receitas– de R$ 417,2 bilhões nas contas públicas no 1º semestre, enquanto que o deficit foi de R$ 29,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Banco Central, a dívida pública subiu 9,7 pontos percentuais no 1º semestre de 2020. Em valores, a alta supera R$ 650 bilhões.

Em 12 meses, o deficit fiscal chegou a R$ 458,8 bilhões.

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(Texto: Inez Nazira com informações do Poder 360)

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