28 setembro 2020, 21:46
Crédito: Lucas Castro

Volta do futebol passa longe de ser exemplo para outros esportes em MS

Em nota divulgada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na quinta-feira (25), a entidade projetou o início do Campeonato Brasileiro série A para o dia 8 de agosto. Mesmo assim, e com o retorno do Carioca há quase duas semanas, a volta das disputas em outras modalidades é vista ainda com reservas pelos dirigentes locais.

Presidente da Fedams (Federação de Desportos Aquáticos de MS), Marcello Vargas, afirma que a modalidade retomou suas atividades e busca caminhos para organizar competições futuras. De acordo com o dirigente, que falou à reportagem na sexta-feira (26), o órgão conta com cerca de 500 atletas, segundo dados de 2019, visto que a modalidade não contou com competições este ano.

“Estamos estudando os parâmetros de biossegurança para podermos retornar. Alguns atletas que retomaram os treinos e estamos buscando caminhos para voltar da melhor forma possível, seja enumerando arquibancadas, no cuidado com atletas, atenção com familiares dos mesmos”, frisa Vargas.

A Fedams deve propor a retomada competitiva somente 30 dias após a volta das aulas presenciais no Estado. “Pensamos um modo diferente de realizar as competições, adaptar, assim como em outras modalidades. Nos reuniremos com federações de outros estados para viabilizar as ações de arbitragem e viabilizar atividades para este momento”, pontua Vargas.

José Eduardo da Mota o “Madrugada”, presidente da FVMS (Federação de Vôlei de Mato Grosso do Sul), afirma que a modalidade aguarda os parâmetros e decisões da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), que por sua vez é instruída pela federação internacional da categoria. “Seguimos com cursos e atividades remotas. Somos patrocinados pelos órgãos estaduais, mas não podemos solicitar o recurso visto que inexiste competição. Além do apoio local, recebemos uma ajuda de custo da CBV mensalmente para quitarmos o aluguel da federação”, explica o diretor.

A organização aguarda o aval tanto de Funesp (Fundação Municipal de Esportes), quanto de Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), para a liberação dos espaços de competição. “Com os parques e locais possíveis para realizarmos as atividades fechados, não podemos retornar hoje. Contamos com 13 clubes filiados, entretanto apenas 11 estão aptos para as competições quando retomadas. Duas equipes não estão em dia com os vencimentos, valores que não estão sendo cobrados agora em decorrência do vírus”, finaliza Madrugada.

Para dirigente do taekwondo, volta do futebol abrirá as portas para os demais

“A partir do momento que viabilizam o retorno de uma modalidade, nesse caso o futebol, nenhuma outra pode ser impedida de fazer o mesmo”, afirmou à reportagem, na sexta-feira (26), Fábio Costa, presidente da FTKDMS (Federação de Taekwondo de Mato Grosso do Sul). Segundo o dirigente, a modalidade que conta com pelo menos mil praticantes no Estado, retoma gradativamente as atividades nas academias.

Entretanto, seguem sem vislumbrar algo no cenário competitivo. “Estamos aguardando possível aval tanto do município, quanto do estado, nem que seja para realizarmos algo pequeno”, diz o diretor. O presidente reforça que as únicas fontes de rendas da modalidade se dão em razão de competições e exames de faixas, paralisados em virtude da pandemia. “Conforme o futebol se desenvolva nesta retomada, acredito que as outras modalidades venham logo em sequência, até por uma questão de critério, além disso não conseguimos quantificar os valores por nós arrecadados justamente por que estes variam de acordo com cada evento”, finaliza Costa.

(Texto: Alison Silva)

 

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