3 julho 2020, 19:51
Reprodução/Internet

Macron pressiona União Europeia contra livre comércio com Mercosul

O acordo de livre comércio entre a UE (União Europeia) e o Mercosul foi mais uma vez condenado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, na segunda-feira (29). Assinado em 2019, o acordo precisa do aval dos 27 países-membros da UE para entrar em vigor.

Macron participou da Convenção Cidadã pelo Clima, na França, e disse que que o entrave é não efetiva implementação do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas. O documento tem diretrizes para, entre outras coisas, combater o desmatamento e reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

É justamente a política ambiental de Jair Bolsonaro que é usada pela França como argumento para suspender o acordo. O presidente brasileiro é criticado por não atuar na preservação da Amazônia. “Vocês dizem: ‘nenhum acordo comercial com países que não respeitarem o Acordo do Paris’. Eu compartilho dessa opinião“, disse Macron.

Os pilares do acordo foram negociados em Bruxelas, em junho de 2019. Representantes dos 2 blocos continuam revisando a parte jurídica para que as medidas entrem em vigor. No entanto, o governo francês tem feito pressão para que as negociações sejam canceladas. Em 1º de julho, a Alemanha assume a presidência rotativa da União Europeia e tem como uma das missões ratificar o tratado.

As declarações de Macron acontecem depois que o partido Europa Ecológica – Os Verdes saiu vencedor das eleições municipais francesas. Eles conquistaram importantes cidades como Lyon, Bordéus e Estrasburgo.

Como resposta, Macron anunciou a intenção de intensificar as políticas ambientais e ainda se mostrou favorável à tipificação do crime de “ecocídio” no direito internacional. Assim, quem falhasse em proteger os ecossistemas poderia ser julgado pela Corte Penal Internacional.

(Texto: Poder 360)

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