29 outubro 2020, 3:37
Crédito: Valentim Manieri

Grupo Qually Peles explica a interdição de curtume

Indústria aguarda burocracia para realização completa de suas atividades

O Grupo Qually Peles por meio de nota esclarece que é uma empresa que atende todos os requisitos ambientais, sendo uma recicladora de lixo animal. A manifestação vem por conta de nesta segunda-feira (29), a 34ª Promotoria de Justiça do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) interditou a sede, localizada no Distrito de Indubrasil, alegando licença ambiental vencida e possível despejo irregular de poluente em área rural de Campo Grande, segundo procedimento de investigação da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente).

A suspeita levantada pela secretaria encaminhada para autoridades de justiça tem a ver com uma eventual falha no encaminhamento de dejetos em área, que o Grupo Qually Peles, lembra ser de autorização prévia. Quanto há licença ambiental o curtume reforça, que a litígio burocrático em que se aguarda o encaminhamento do poder público para aprovação de um projeto técnico. Algo que preserva a existência 370 empregos diretos e 100 indiretos.

Por fim, o Grupo Qually Peles também informa que está a espera das autoridades para ser enquadrado nas melhores práticas do meio ambiente, uma vez que iniciou a operação em Mato Grosso do Sul há duas décadas, por acreditar no desenvolvimento de Campo Grande. “A Qually Peles impede que toneladas de sangue e rejeitos animais sejam despejados de forma incorreta na natureza. Processa tudo isso e transforma em insumos agrícolas. Possui toda uma estrutura e profissionais gabaritados para isso”, informou a diretoria da empresa.

Ação relatada pela Semadur com o desejo irregular, que também colheu amostra de resídio industrial, transportado no caminhão apreendido, no dia 19 de junho, ocorreu a partir do acompanhamento de um veículo monitorado. O grupo Qually Peles faz questão de deixar público que o referente caminhão não se trata de algo clandestino, nem de atividade clandestina, uma vez que a distribuição do produto na propriedade rural onde seria levado o descarte cumpre uma programação ritualística que acontece a vários anos sendo inclusive documentada.

Fica dúvida quanto a outros curtumes no que diz respeito ao desdobramento de resíduos da produção. Já que o Qually Peles em Campo Grande é referência no tratamento de água, de solo e distribuição do redescarne (extrato produtivo excedente no processo da indústria curtidora). O grupo Qually Pelles lembra que cumpre todas as adequações exigidas pela Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Por disso, aguarda o andamento dos trâmites governamentais para que passam ser fiscalizada pela Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), que seria adequado pelo nível de produção.

O advogado do curtume, Arlindo Murilo Muniz, destaca que a interdição representa que “Deixar desassistidas 300 famílias é no mínimo irrazoável”, que irá buscar os direitos na justiça para que possa retornar as operações e gerar renda as famílias envolvida no projeto.

(Texto: Dirceu Martins)

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