25 outubro 2020, 12:10
Nilson Figueiredo

Jocilene Melo busca vereança para garantir projetos sociais

Aos 50 anos, Jocilene Melo da Silva Carneiro decidiu utilizar a política como instrumento para potencializar projetos sociais e, assim, colocou seu nome à disposição para ser pré-candidata a vereadora em Campo Grande pelo Podemos.

Jocilene Melo é teóloga, educadora social e acadêmica de Direito, trabalhando há mais de 20 anos com crianças e adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social. É uma das gestoras da Associação Getsêmani, que oferece o projeto Pingo do Céu no Jardim Noroeste para crianças e adolescentes de 4 a 15 anos.

“Oferecemos principalmente reforço escolar no contraturno, porque é a educação que vai se transformar realmente na porta de entrada desses jovens para uma vida melhor”, pontuou Jocilene Melo. A pré-candidata diz que o local onde as famílias atendidas residem é uma área invadida da concessionária de energia que atende Campo Grande. O local é conhecido como Favela do Linhão por ficar debaixo de uma rede de alta-tensão.

Jocilene Melo é a quarta filha de seis. Foi órfã de mãe muito cedo e foi o pai que a criou com os irmãos, mas eles viviam separados nas casas dos parentes. Nascida em Campo Grande, tem quatro filhos e cinco netos. Hoje mora apenas com o marido. Não acredita no assistencialismo, mas vê que quem ajuda o faz como pode, e geralmente é com alimentos e com a leitura da Bíblia. A falta de recursos e a burocracia fizeram Jocilene Melo sair do que chama de luta passiva para a ativa.

“O Estatuto da Criança e do Adolescente é lindo, mas a criança não tem nem uma moradia digna como é de direito, então vi que só a política pode mudar essa realidade. É chamar pai e mãe para levantar e trabalhar. Capacitar para sair da situação que estão. Os vereadores são pais e mães, que deveriam representar, orientar e fazer valer os direitos de seus filhos que são a população. Um filho pode não valer nada, mas é minha responsabilidade”, refletiu.

Para Jocilene, agora é hora de partir para cima com a política. “Porque para cima eu sempre parti. Sem recursos, dependendo de doações que podem ou não vir. Se eu for eleita vou empoderar os gestores de ONGs sociais que têm o dom, o chamado para servirem realmente e assim todos terão condições de ajudar as famílias a encontrarem a porta da oportunidade e mudarem de realidade pela educação”, finalizou.

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(Texto: Rafael Belo/Publicado por João Fernandes)

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