28 setembro 2020, 22:06
Crédito: Divulgação

Para ajudar sobrinha com distúrbios mentais, dono de fusca ‘Mad Max’ busca parceiros

Em meio à pandemia do coronavírus, Celso fica de pés e mãos atadas, e há três meses não tem dinheiro para remédios e alimentos 

Na luta para cuidar da sobrinha com problemas mentais, Seu Celso Aristimunho, 62, esta vivendo um verdadeiro drama durante a pandemia do coronavírus. Com muitas preocupações para manter as coisas que a menina precisa, desde remédios caros à alimentação, o idoso busca parceiros para expor um dos veículos mais conhecidos da Capital, um carro no estilo ‘Mad Max’ que ele mesmo criou.

O ‘carro diferente’, também chamado de ‘Transformer’ e ‘Batfusca’, que o deixou muito famoso, já encantou milhares de pessoas por todo o Brasil, e teve repercussão na mídia que excedeu Mato Grosso do Sul. Mas na verdade, por trás de um lindo fusca, existe uma história de sobrevivência, que se tornou mais complicada em 2020 e depende agora de uma ajuda urgente.

A história do carro

Há 5 anos, Seu celso precisou comprar um carro para atender as necessidades de Juliana 35, que é especial, e tem a idade mental de uma criança de 8 anos. Sem dinheiro, o tio que é como se fosse um pai, pegou a pensão de juliana no valor de R$1.500, foi até o ferro velho e adquiriu o fusquinha.

Desempregado, o ex-funcionário público decidiu usar recicláveis para dar um ‘trato’ no carro que nem funcionava, e além de dar ‘vida’ nas próprias ignições, ele esbanjou da criatividade e o transformou em um carro extraordinário.

Em julho de 2018 todo o material de reciclagem de Celso pegou fogo em um acidente doméstico, quando bombeiros, e jornais foram até a sua casa e fotografaram a situação. Ao olharem as fotos da notícia do grande incêndio, lá estava, uma relíquia escondida em meio ao caos.

Foi ai, que seu Celso e o fusquinha ficaram famosos. O idoso conta que muitos jornais e pessoas influentes foram atrás dele para ajudar com a divulgação, a fim de arrecadar fundos para os tratamentos e necessidades básicas de Juliana, no entanto, ninguém de fato, lhe ajudou com recursos financeiros.

Em meio a pandemia do coronavírus, seu Celso pensa até em vender o carro, já que a mãe da menina também toma remédios controlados e há três meses ele não consegue pagar as despesas da irmã e da filha. “Não é fácil pensar em vende- lo. Passei anos e anos juntando material e investindo meu tempo neste fusca, esse carro é da Juliana e tirar isso dela, é como tirar a alegria de viver, é tudo que ela tem” conta seu celso com muita tristeza.

No momento Celso e a família passam pelo desespero de não possuir recursos e rendas para arcar com os tratamentos que a saúde de Juliana exige, por isso o Guardiões da vida criou uma vaquinha solidária a fim de ajuda-los a levar fundos. Para ajudar é só fazer o depósito no Banco do Brasil Agência: 0048-5 conta corrente 15613-2-Vânia Ramos Aristimunho. CPF-176.460.221/87. Para mais informações é possível entrar em contato com Aristimunho através do (67) 8408-3577.

Para não se desfazer do veículo, seu Celso quer apostar em parcerias

“Esse carro se tornou um carro publicitário. Um dia fui ao mercado, e ao terminar as compras, avistei no estacionamento, várias pessoas tirando foto com ele e colocando moedas, é assim até hoje. Mas agora, não estou podendo sair com ele, a pandemia nos deixou de pés e mãos atadas, por isso estou atrás de parcerias para realizarmos exposições com ele, assim podemos arrecadar fundos para ajudar a juliana” explica Celso.

(Texto: Karine Alencar)

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