12 julho 2020, 11:08
Crédito: Portal UOL

Boris Johnson fala com Trump para discutir vacina da Covid

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, conversou hoje por telefone com o presidente americano Donald Trump para discutir sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. O Reino Unido e os Estados Unidos são os dois países mais afetados pela pandemia e juntos somam mais de 140 mil mortes.

Segundo o governo britânico, os dois líderes falaram sobre a resposta à pandemia e entraram em mais detalhes sobre uma vacina para conter de vez a covid-19. Johnson, inclusive, convidou Trump para a Cúpula Global de Vacinas, que terá o Reino Unido como anfitrião virtual.

“Eles discutiram a resposta global ao coronavírus e a importância da cooperação internacional em andamento para o desenvolvimento de uma vacina”, afirmou em comunicado o gabinete do primeiro-ministro.

A Cúpula Global de Vacinas ocorrerá na próxima quinta-feira (4). Segundo o governo britânico, é um evento para “ajudar a arrecadar fundos vitais para salvar as vidas de milhões de crianças em todo o mundo”.

Isso porque a OMS (Organização Mundial da Saúde) tem alertado que muitos programas de vacinação infantil pelo mundo acabaram afetados pela pandemia, com os sistemas de saúde focados no combate ao coronavírus. Além de uma vacina para atual pandemia da covid-19, é esperado que o evento seja focado em criar maneiras de proteger o mundo contra novas epidemias globais.

Na conversa, Johnson ainda deixou em aberto a possibilidade de os líderes se encontrarem pessoalmente na próxima reunião do G7, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. O evento estava marcado para os dias 10 e 12 de junho nos Estados Unidos, mas se tornou um encontro virtual com o agravamento da pandemia.

A vacina contra a covid-19 seria a forma mais eficaz de encerrar a epidemia no mundo. Até agora, mais de cem laboratórios pelo mundo já entraram nessa corrida, mas apenas dez conseguiram chegar à fase de testes em humanos.

Estima-se que seja possível conseguir uma vacina eficaz ainda em 2020. No entanto, as dificuldades logísticas e principalmente os custos para distribuir bilhões de doses pelo mundo ainda deixam dúvidas sobre a partir de quando seria possível contar com a vacina para encerrar de vez a pandemia.

Desde o início da epidemia na China, em dezembro do ano passado, o coronavírus já contaminou mais de 5,8 milhões de pessoas no mundo e provocou mais de 360 mil mortes.

(Texto:Ana Beatriz Rodrigues com Informações da Portal UOL)

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