26 maio 2020, 8:39
Crédito:Reprodução

Período de gestação de cães e gatos exige atenção redobrada

O período de gestação de cães e gatos é marcado por vários cuidados que devem ser tomados pelos tutores para que a saúde da mãe e do(s) filhote(s) seja resguardada. Antes mesmo de a fêmea ficar prenha, é necessário que ela esteja saudável, assim como o par para o cruzamento. Condição essencial para que a ninhada tenha um bom começo de vida.

De acordo com a médica-veterinária obstetra e professora do Curso de Medicina Veterinária Natália Yoshioka De Vidis, é fundamental que o macho e a fêmea tenham acompanhamento médico antes da cruza e que a vacinação e a vermifugação estejam em dia. “Na verdade os cuidados começam antes mesmo da gestação de fato ocorrer, pois algumas doenças podem ser transmitidas via placenta ou via leite durante ou após a gestação. Tal acompanhamento se faz importante e somente animais saudáveis e não idosos devem ir para reprodução. Assim como a sanidade o escore corporal também deve ser considerado, visto que tanto a caquexia quanto a obesidade podem ser prejudicais. Assim que a gestação é confirmada, como acontece em humanos, é importante fazer todo acompanhamento, não só gestacional, como também no puerpério. O pré-natal é de suma importância, veterinário e o tutor devem estar em sincronia”, esclarece a profissional.

Vale lembrar que o acompanhamento veterinário deve se estender até o pós-parto. “É necessário que o acompanhamento dure até o pós-parto para que possamos acompanhar o ganho de peso dos filhotes, produção de leite materno adequado e sanidade de mãe e prole. Também vale ressaltar que a gestante não deve receber nenhuma medicação senão a prescrita por um médico veterinário, pois a maioria dos fármacos podem ter efeitos negativos sobre a gestação. Cuidado esse que se estenderá até o desmame”, revela.

Antes da reprodução é importante observar tanto a saúde do macho quanto a da fêmea. Ambos devem ser saudáveis e isentos de doenças infecciosas, ou de caráter herdável, incluindo conhecer histórico de parentes próximos. “Caso exista alguma doença, é importante não colocar esse animal para reprodução. Não podemos nos esquecer do porte adequado do macho, nunca maior que o da fêmea, sob o risco dos filhotes serem grandes e isso dificultar o trabalho de parto, podendo até ser necessária uma cirurgia de cesariana. Outra questão é o planejamento reprodutivo, os progenitores devem estar saudáveis antes do momento da cópula, vacinas e controle de endoparasitas e de ectoparasitas atualizados, visto que algumas doenças são veiculadas por ectoparasitas, como por exemplo, pulgas e carrapatos”, alerta a veterinária.
É de extrema importância os tutores saberem que uma boa alimentação ajuda a garantir a saúde da mãe e o bom desenvolvimento do(s) filhote(s). “Equilibrar a dieta da futura mamãe, não só para a saúde dela como também dos filhotes, é muito importante, uma vez que a demanda de calorias, proteínas, minerais e vitaminas aumentam nesta fase. No momento em que a gestação é confirmada se faz necessário procurar por um médico veterinário para alinhar uma dieta ideal, ou até mesmo a prescrição de alguma suplementação. O cuidado deve se estender até o desmame”, expõe.

Preparando o “ninho” para o parto

Segundo a especialista, algumas espécies têm o hábito de procurar um ninho, como é o caso da gata, que tem esse hábito nas 24 horas que antecedem o trabalho de parto, como, por exemplo, dentro do guarda-roupa, embaixo da cama, no forro e na edícula, em razão de o momento exigir privacidade e manter a ninhada em segurança. “O mais importante é que o ‘ninho’ seja um local seguro, limpo, confortável e protegido contra o frio, chuva, vento e sol excessivo. O neonato não possui a capacidade de se aquecer sozinho, caso o tutor observe o abandono dos filhotes por parte da mãe ou óbito da mesma, ele deve aquecer os filhotes até completarem três semanas de vida. Nesse último caso o médico-veterinário deve ser acionado para mais instruções”, finaliza.

(Texto: Bruna Marques)

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