14 julho 2020, 16:31
Crédito: Divulgação

Com família “vítima do trânsito”, PRF aposentado quer ser vereador

No norte da Itália, há uma cidadezinha na região de Favaro, é de lá a origem do sobrenome de Valter, 56 anos, PRF(Polícia Rodoviária Federal) aposentado, avô de uma casal, pai de duas mulheres, namorando e ainda amigo da ex, com a qual foi casado por 13 anos. O trânsito está tão enredado na vida de Favaro que teve dois acidentes marcando para sempre sua trajetória: a da sobrinha grávida, que perdeu o bebê, e a da filha Rayssa, que teve um problema neurológico onde se mexe mas não tem equilíbrio, não tem coordenação e nem consegue parar em pé, cinco dias após completar 19 anos, em 2009. Após passar 20 anos atuando e alcançando todos os sonhos na PRF, só não chegou a ser diretor-geral por uma questão política, aliás, é esse o motivo que o traz novamente a atuar, mas agora como pré-candidato a vereador.

Valter foi chefe de Comunicação da PRF, chefe da Delegacia da PRF de Campo Grande, presidente da Associação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais e do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Mato Grosso do Sul. Foram sete anos a frente da superintendência da PRF do Estado, e depois trabalhou na Enafron (Estratégia Nacional de Segurança Pública nas Fronteiras) pelo Ministério da Justiça. O nome de Esacheau Nascimento (PP) para concorrer a prefeitura de Campo Grande o levou a se filiar ao partido, além do momento social e político. “A ética e a seriedade estão se aflorando muito na população e também me acho mais maduro para poder enfrentar a situação. Posso mostrar minhas ideias, meus valores e deixar algum tipo de legado. Estou mais tranquilo para poder contribuir e mudar alguma coisa”, explicou.

Com o apoio das filhas, Rayssa, 30 anos, e Lariane, 29 anos, entusiastas da pré-candidatura do pai, o tema da segurança pública com enfâse no trânsito é o foco político de Favaro. “Me é particularmente caro o assunto, me deixa mais à vontade e me afeta mais porque minha filha sofreu uma acidente grave em 2009 e ficou cadeirante. Mexe muito, me emociona. O crime contra a minha filha preescreveu na gaveta da juíza, o motorista não tinha carteira… É difícil, mas você precisa efetivamente tentar frear esses números (acidentes e mortes) que estão entre os maiores do país”, disse emocioando.

Para Favaro, sexualidade, futebol e religião são coisas privadas e não devem interferir no posicionamento de uma figura pública. “Defendo quem pensa diferente tanto que meu sonho é uma sociedade mais justa, socialmente mais justa, mais instruída, com escolas em período integral, com ênfase no esporte porque isso é segurança pública, se você forma bem seus concidadãos você não vai ter que ter medo dele”, avaliou e reforçou destacando que a intolerância é maior que o preconceito e os caminhos a se seguir. “Quem educa é a família, a escola instrui. Sou contra o desarmamento porque o Estado falha no papel de defender a família, então o cidadão precisa ser preparado para se defender. Assim teremos uma sociedade mais pacífica, até porque com o cidadão desarmado só piorou” finalizou.

(Texto: Rafael Belo)

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