10 julho 2020, 3:10
Reprodução/Internet

Comércio eletrônico cresce 29% no início de abril

O movimento forçado do fechamento de lojas físicas e do isolamento social da população, causado pelo avanço da pandemia do novo coronavírus, levou a uma mudança do comportamento do comércio eletrônico brasileiro desde o início de março. Na quinzena terminada no dia 8 de abril, as compras  se intensificar na média geral de todas as categorias, com aumento de 28,8%.

Os dados são de levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) com a Konduto, empresa especializada em risco e prevenção à fraude no e-commerce, que analisou mais de 20 milhões de pedidos em 4.000 lojas virtuais de produtos físicos (não inclui venda de serviços, como viagens).

Dos 16 segmentos analisados, apenas um registrou retração nas vendas neste começo de abril, o de brinquedos e jogos (-37,5%), após crescer mais de 400% na quinzena anterior. Os setores que tiveram maiores aumentos nas compras foram: eletrodomésticos (96,7%), cosméticos (88,0%), moda (62,7%).

Diante de um cenário global inesperado, muitas empresas se reinventaram e passaram a oferecer seus produtos pela internet e o delivery passou a ser uma alternativa factível.

As primeiras análises dos indicadores de crescimento do comércio digital mostram que essa transformação repentina causada pelo coronavírus veio suprir uma questão de falta de demanda pontual, mas que, se bem aproveitada por algumas categorias, pode se transformar num canal de vendas mais vigoroso. Segundo especialistas em comércio eletrônico, quem melhor se adaptar sairá mais fortalecido.

(Texto: João Fernandes com Veja)

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