2 março 2021, 6:23
Crédito: Divulgação

Covid-19: questões que a ciência ainda não sabe responder

Há muitas questões que os cientistas ainda não sabem responder sobre o novo coronavírus.

Entre elas, estão perguntas que surgem conforme a pandemia avança e são analisados dados sobre a doença.

Não se sabe, por exemplo, por que os homens aparentam ser muito mais afetados com gravidade que mulheres, e qual o papel dos pacientes com pouco sintomas ou assintomáticos na transmissão.

Veja no vídeo (Acesse nesse link)

Por que o novo coronavírus consegue se propagar com tanta eficiência?

Ele é um pacote microscópico de material genético envolto por uma camada de proteína com um milésimo do tamanho de um fio de cabelo humano.

No entanto, esse vírus letal, chamado Sars-CoV-2, se espalhou por quase todos os países do mundo e infectou quase 800 mil pessoas desde que foi identificado em dezembro de 2019 na China.

Vírus como este, da família dos coronavírus, podem causar doenças em animais. Sete deles, incluindo o Sars-CoV-2, saltaram para humanos de outros animais e foram responsáveis por pandemias como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Mas os especialistas afirmam que nunca viram um patógeno tão traiçoeiro quanto esse novo coronavírus, incluindo até mesmo o ebola.

E o que faz com que o Sars-CoV-2 ataque as células humanas e se espalhe com tanta eficiência?

Entrada na célula

Diversos pesquisadores no mundo estão investigando quais são os mecanismos biológicos que o vírus utiliza para infectar tão facilmente as células humanas. Alguns estudos focam as espículas na superfície do vírus, estruturas proteicas em forma de pontas que compõem uma espécie de coroa (daí o nome corona, que é coroa em latim).

Outros pesquisadores estão estudando a “porta de entrada” que o vírus utiliza para adentrar as células humanas. O principal objetivo do vírus, depois que entra no organismo, é criar cópias de si mesmo. E para isso precisa encontrar uma forma de adentrar as células.

“Os vírus dos resfriados comuns, da Sars e da Mers, todos têm espículas, e o que determina como elas adentrarão as células é qual o receptor utilizado para isso”, explica Panagis Galiatsatos, professor de medicina pulmonar e cuidados intensivos da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, em entrevista à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Estudos têm apontado que o Sars-CoV-2 se aproveita de um receptor específico chamado ACE2 (enzima conversora da angiotensina-2). Essa proteína aparece em diversas partes do corpo, como pulmões, coração, rins e intestino, e sua principal função é reduzir a pressão arterial.

“A ACE2 está na superfície da célula, e quando o vírus a reconhece, adere a ela e entra na célula”, afirma Sarah Gilbert, professora de imunologia da Universidade Oxford, no Reino Unido.

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