20 setembro 2020, 7:10
Crédito: Reprodução

Automedicação contra o novo coronavírus mata homem nos EUA

Esposa de homem do Arizona também é internada ao ingerir dose irregular de cloroquina

Se no Brasil, a cloroquina entrou na lista dos medicamentos de controle especial, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a falta dessa providência em outros países do mundo já tem uma vítima, e casos de internação. Nos Estados Unidos, conforme a rede CNN, um homem do estado do Arizona, faleceu em virtude de intoxicação, e outros efeitos colaterais, gerados pela ingestão inadequada do medicamento. A esposa dele, que também fez uso do fármaco sem prescrição, está internada. Assim como ela, no final de semana, situações de agravo de condição clínica pelo mesmo motivo foi registrado na Nigéria.

Em ambos países, a venda da cloroquina é liberada, recomendada comprovadamente  para tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite. Recentemente cientistas falaram da possibilidade da mesma substância funcionar na melhora de pacientes com o covid-19. Entretanto, para se ter a certeza dessa resposta contra o novo coronavírus, é necessário ainda mais pesquisas.

O casal intoxicado nos Arizona teria usado um aditivo conhecido por ser adotado na higienização de aquários. Nos Estados Unidos até a tarde dessa terça-feira (24) foram confirmados 46.168 casos, com 295 mortes atribuídas ao covid-19, de acordo com informações do Governo. Já no Brasil a conta é de 1960 casos, com 34 mortes.

Visibilidade ampliada

A cloroquina ganhou visibilidade depois de declarações dos presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), e dos Estados Unidos, Donald Trump. Ambos citaram o remédio como uma alternativa em estudo contra o coronavírus.

“Dada a incerteza em torno da covid-19, entendemos que as pessoas estão tentando encontrar novas maneiras de prevenir ou tratar esse vírus”, disse Daniel Brooks, diretor médico do Centro Banner Poison e Drug Information. “Mas a automedicação não é a maneira de fazer isso.”.

No Brasil, farmácias registraram uma compra fora do habitual do medicamento, o que causou seu esgotamento em alguns postos. Já na Nigéria, duas pessoas morreram intoxicadas por cloroquina no último domingo (22). Por conta da procura acima do normal, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) incluiu a cloroquina na lista dos medicamentos de controle especial.

(Texto: Danilo Galvão com informações da Isto É)

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