5 abril 2020, 3:40
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Artista quer refazer projeto “We are The World”

Lionel Richie propõe reedição para ajudar países afetados pelo COVID-19

Em 1984, Quincy Jones encomendou uma canção que falasse da crise de fome que a África passava. Lionel Richie havia acabado de estourar fora do grupo The Commodores e deveria fazer a canção ao lado de Michael Jackson. Com a doença que o mundo inteiro vive atualmente, o novo coronavírus, Lionel teve a ideia de refazer a canção.

Sem Michael Jackson e Kenny Rogers, Lionel quer estar à frente da canção que deve contar com participações de artistas por todo o mundo, que gravariam suas partes separadamente e as mandariam para uma edição. Um trabalho parecido com o que faz o vitorioso projeto Playing For Change. Aos 70 anos, Lionel começou a pensar em criar a canção assim que as notícias da chegada do novo coronavírus começaram a se alastrar nos Estados Unidos.

Se seguir o exemplo da mobilização da primeira versão, em 1985, Lionel pode ter tido uma inspiração dos céus. Claro que havia ali um time que não terá jamais, de Diana Ross e Cindy Lauper, Ray Charles e Stevie Wonder, Bruce Springsteen e Michael Jackson, Bob Dylan, Tina Turner e um brasileiro que ninguém sabe, Paulinho da Costa na percussão. A TV tinha um poder de concentração exclusivo. E todos esses nomes viviam seus auges. Mas se lá foram arrecadados US$ 63 milhões de dólares com doações e vendagens de compactos, hoje, com uma população mundial muito maior, esse projeto pode ser a salvação de muitas vidas.

E a quem iria o dinheiro do novo We Are The World?Às periferias do mundo. Lionel Richie, no grupo de risco de seus 70 anos, segue as recomendações da OMS isolado em casa. “Há duas semanas, dissemos que não queríamos fazer muito porque não era o momento de se vender um aniversário (pelos 35 anos do projeto original). Mas a mensagem é muito clara”, diz ele. “Voltamos a falar ‘essas pessoas’ e ‘aquelas pessoas’. Se você se encontra dizendo ‘essas pessoas’, não está pensando direito”, diz. A essência de suas palavras, de que é preciso fazer mais além de se isolar, parece ser a mesma que fizeram o mundo cantar em 1985. “O que aconteceu na China e na Europa veio para cá. Então, se não salvarmos nossos irmãos lá, isso voltará para casa. Todos nós estamos nisso juntos.” Seja como for, corra Lionel. Inspire-se como nunca e corra.

(Texto: Inez Nazira com informações do IstoÉ)

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