2 março 2021, 3:56
Crédito: Getty Images/Getty Images

Ibovespa despenca 15% e aciona circuit breaker duas vezes

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou mais uma sessão com fortes perdas, tendo acionado o circuit breaker por duas vezes nesta quinta-feira (12), o que não acontecia desde 2008. Já o dólar, na máxima da sessão, chegou a custar R$ 5,0287 pela primeira vez na história, uma alta de 6,25%.

Apesar de ter ultrapassado esse valor, a moeda norte-americana recuou no final da sessão para R$ 4,7857 na venda, uma alta do dia anterior de 1,38%, nova máxima histórica para um encerramento.

A desaceleração ocorreu depois das atuações do BC e de o banco central dos EUA anunciar um reforço em operações para dar liquidez ao mercado.

No acumulado de 2020, o dólar salta 19,26%, o que equivale a uma desvalorização de 16,15% para o real. A moeda brasileira tem a segunda pior posição entre 33 pares, melhor apenas que o peso colombiano, que perde 18,4% no período.

O tombo da Ibovespa só não foi maior porque o Federal Reserve de Nova York anunciou que irá injetar 1,5 trilhão de dólares no sistema financeiro em um esforço para tentar acalmar os investidores.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 15,15%, o que representa 72.269,67 pontos, no menor patamar desde 28 de junho de 2018. Foi a pior performance desde 10 setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa, quando fechou em baixa de 15,8%.

O volume financeiro da sessão somava 27,68 bilhões de reais.

CIRCUIT BREAKER

Esse mecanismo é automático e suspende operações da Bolsa quando há grande instabilidade no mercado financeiro.

Se a queda da Bolsa atinge 10%, ela é suspensa por 30 minutos. Passado esse intervalo, negócios são retomados. Limite de baixa passa a ser de 15%.

Se baixa chegar a 15%, Bolsa para novamente, agora por uma hora. Após esse período, operações são retomadas e limite de baixa aumenta para 20%.

Se Ibovespa cai 20%, mercados podem ser interrompidos por qualquer prazo definido pela Bolsa de Valores.

(Texto: Izabela Cavalcanti com informações do Reuters)

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