20 setembro 2020, 6:30
Foto: Reprodução/ Uol

Entidades pedem esclarecimento de assassinato de jornalista

Após o assassinato do jornalista Lourenço Veras, entidades representativas emitiram notas na última quarta-feira (12) onde pedem agilidade na investigação do caso. O jornalista e dono do site Porã News foi morto a tiros em Pedro Juan Caballero nesta semana.

Em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lamentou a morte do jornalista brasileiro e pediu agilidade das autoridades no esclarecimento do caso. “Todo assassinato de jornalista é uma tentativa de calar o mensageiro, comprometendo a liberdade de imprensa”, diz o texto.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) disse que a violência atinge a categoria e toda a sociedade. No texto, a Fenaj destaca que “sem jornalismo não há democracia”.

O Sindicato de Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul afirmou que Veras já havia relatado ameaças de morte recebidas por seu trabalho de investigação e denúncia do tráfico. Para a entidade, o jornalista é “mais uma vítima dos ataques contra os trabalhadores da comunicação”.

Ontem (13), o vice-ministro de Assuntos Políticos do Ministério do Interior do Paraguai, Jesus Lara Céspedes, se reuniu com membros do Sindicato dos Jornalistas do país, que expressaram preocupação com o assassinato. O vice-ministro informou que um grupo formado pelos melhores investigadores da Polícia Nacional foi enviado de Assunção para Pedro Juan Caballero a fim de reforçar os trabalhos de apuração do crime.

“A situação em Pedro Juan Caballero é muito preocupante. O ambiente de violência em que trabalham os companheiros. Agora tivemos o compromisso do vice-ministro de tomar medidas, de levar profissionais de Assunção e esperamos uma resposta favorável na prática”, disse o secretário-geral do sindicato, Jimmy Peralta.

Veras trabalhava há mais de 15 anos na região da cidade de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com Ponta Porã (MS) e é considerada uma das principais portas de entrada de drogas e armas no Brasil. Em janeiro deste ano, 75 presos fugiram de um presídio localizado na cidade paraguaia. De acordo com autoridades policiais, a maioria dos presos tem ligação com o grupo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) apresentaram Moção de Pesar na sessão de quinta-feira (13).

(Texto: Jéssica Vitória com informações da Agência Brasil)

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