21 outubro 2020, 0:16
Crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil

BNDES anuncia promoção de fundos patrimoniais filantrópicos

Com objetivo de contribuir para a preservação ambiental e reduzir a desigualdade financeira no país, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, anunciou nesta quinta-feira (13) a meta de promover no Brasil os fundos patrimoniais filantrópicos.

De acordo com ele, o mercado financeiro já entendeu que a busca do lucro puramente financeiro não traz sustentabilidade, e este é o caminho do banco. “Se quer construir algo perene, engajador, que multiplique, é importante considerar os diversos aspectos do lucro na criação de valor de uma atividade empresarial, seja pública ou privada.”

Montezano fez as declarações no lançamento do livro Fundos Patrimoniais Filantrópicos – Sustentabilidade para Causas e Organizações, elaborado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), parceiro do BNDES.

“O que a gente está fazendo hoje aqui no banco é uma ponta de lança. O setor privado virá atrás da gente, mas, por a gente ter o privilégio de ser, ao mesmo tempo, o animal financeiro e um ente institucional do setor público, consegue jogar nos dois lados.” Montezano disse que existem poucas dúvidas de que as empresas privadas e as públicas, todas, seguirão a mesma direção: “trabalhar para algo mais além do lucro”.

Para Montezano, não existe mais divisão entre os instrumentos de financiamento, chamados fundos de impacto, e a filantropia, que está incluída na lista do BNDES para captação de recursos. “O mercado está se embaralhando no bom sentido: o sistema tradicional mistura-se ao de filantropia ou de doações. Então, é fundamental que nós, como banco de desenvolvimento brasileiro, atuemos como peça chave disso. Faz parte da nossa estratégia promover este setor no Brasil.” Ele lembrou que há uma certeza: “o governo não conseguirá fazer sozinho tudo que a sociedade precisa”.

Ele destacou, porém, que o BNDES continuará pagando suas contas e gerando lucro. A primeira camada de metas do plano, até 2022, prevê obras de saneamento de água e esgoto para 20 milhões de pessoas e projetos de iluminação pública de qualidade para 14 milhões de brasileiros. Outra meta é fornecer banda larga para 8 milhões de pessoas ainda sem acesso a essa tecnologia, financiar equipamentos escolares para 1 milhão de alunos e apoiar 450 mil micro e pequenas empresas.

(Texto: Izabela Cavalcanti com informações da Agência Brasil)

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