26 fevereiro 2021, 2:10
Foto: Reprodução/Internet

Estudo revela que trilhões de dólares deixam de ser pagos a domésticas

Um estudo da Oxfam aponta que a categoria é uma das mais exploradas do mundo

No último domingo (20) a organização Oxfam, divulgou o Relatório Tempo de Cuidar, onde aponta que uma das categorias profissionais mais exploradas do mundo são as trabalhadoras domésticas. De acordo com o estudo, somente 10% delas são protegidas por leis trabalhistas gerais e apenas metade conta com a mesma proteção em termos de salário mínimo.

Esse tipo de trabalho vale mais de dez trilhões de dólares por ano, um valor ignorado ou mal pago. O relatório diz ainda que mais da metade de todas as trabalhadoras domésticas não tem limite para a jornada de trabalho previstos na legislação nacional.

Em casos mais extremos de trabalho forçado e tráfico de mão de obra, as trabalhadoras domésticas se veem presas nas residências de seus patrões, com todos os aspectos de suas vidas controlados, o que as torna invisíveis e desprotegidas.

O relatório é liberado há cinco anos no Fórum Econômico Mundial de Davos, que começa no próximo dia 21. A diretora da Oxfam no Brasil, Katia Maia, acredita que o melhor a se fazer é divulgar os dados inéditos apresentados. “Lançamos em Davos porque é a reunião que junta o poder econômico do mundo. A gente vem mostrando como existe cada vez mais uma concentração, uma desigualdade extrema que não tem sido solucionada”, diz a diretora.

Para Katia Maia, pensar o Brasil nesse contexto deve considerar o recorte racial, que coloca as mulheres negras na base da pirâmide do trabalho doméstico não pago. Com o conservadorismo moral forte, Katia Maia teme uma imobilidade social para quem, há inúmeras gerações, cuida de homens e mulheres que prosperam economicamente.

“As pessoas passaram séculos vendo a “mulher do lar”. Esse cuidado invisível do trabalho doméstico e do cuidado, que é não remunerado ou mal pago, tem um valor econômico que não é repassado”, analisa Maia. “Esse tema é invisível”, afirma.

(Texto: Julisandy Ferreira com informações da Uol)

Veja também

Confiança do empresário do comércio tem queda em fevereiro

Pelo segundo mês consecutivo, o ICEC (Índice de Confiança do Empresário do Comércio) apresenta queda. …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *