29 janeiro 2020, 3:30
Crédito: Sérgio Lima/Poder360 e Roque de Sá/Agência Senado

PSB tenta evitar desgaste na escolha de novo líder

Deputados do PSB tentam evitar que o partido, atualmente em momento delicado devido às acusações contra o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho, comece o ano com a bancada dividida na Câmara. Há dois candidatos recolhendo apoios de correligionários para exercer a função de líder do partido na Câmara. São eles Alessandro Molon (PSB-RJ) e Danilo Cabral (PSB-PE).

Apoiador de Cabral, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) diz que, no ano passado, houve acordo para que o pernambucano virasse líder em 2020. Segundo ele, a tratativa se deu no meio do ano, quando foi acertada a permanência de Tadeu Alencar (PE) no cargo até o fim de 2019. Depois, Molon teria passado a se movimentar.

“Podemos viver uma guerra de listas, coisa que parecia impensável”, diz Delgado. De acordo com ele, seria ruim para o partido ter esse tipo de animosidade na bancada em um momento de exposição política tão grande da legenda. O pessebista Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba, foi denunciado pelo Ministério Público, sob acusação de integrar organização criminosa –o que a defesa nega.

O atual líder, Tadeu Alencar, porém, diz que esse acerto em favor de Danilo Cabral jamais existiu. De acordo com ele, era uma vontade não-majoritária da bancada. “É perfeitamente possível compor” e evitar uma decisão diversionista, diz ele.

Em 2019, o PSB teve um desentendimento em sua bancada em torno da reforma da Previdência. O partido fechou questão contra a proposta, mas parte da bancada desrespeitou a decisão. O processo terminou com um deputado expulso e outros nove punidos.

(Texto: Poder 360)

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