15 julho 2020, 21:31
Foto: Valentin Manieri/O Estado MS

Município garante doses de pentavalente e “substitutas”

A superintendente interina de Vigilância em Saúde, Márcia Dal Fabbro, falou em coletiva de imprensa realizada hoje (14), na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) sobre a distribuição das vacinas pentavalente em todas as unidades de saúde. O comunicado para a imprensa ocorreu após alguns postos receber doses e outras não, provocando uma correria dos pais até os locais com estoque. O município informou que todas as unidades estarão abastecidas, além de disponibilizar ainda a dose substitutiva para quem não conseguir imunizar o filho.

Conforme Dal Fabbro, as doses chegaram ao estado na última sexta-feira (10) e o repasse para as unidades do município seguiu uma logística, sendo repassado primeiro para os núcleos de distribuição. Hoje (15), a vacina estará disponível em todas as UBSF’s (Unidades Básicas de Saúde). “O Ministério da Saúde está enviando as doses a nível Estado, que realiza os cálculos de quanto deve repassar para os municípios. Nossa primeira remessa foi de duas mil doses, uma parte da Capital iniciou a vacinação, e, hoje, todas as unidades passaram a oferecer a vacinação”, afirma.

Os pais que tem buscado a imunização demonstram receio no momento em que é apresentada a dose substitutiva. “O meio substitutivo não afeta na imunização, pois, a criança receberá duas doses de penta, essa quantidade não causa problemas, estando ligadas a DTP. Esse receio às vezes acontece por medo ou falta de orientação, mas o conjunto de vacinas é valido para concluir essa imunização, e é necessário desmistificar isso”, destaca.

Fila por vacinas

O anúncio da chegada das doses da vacina pentavalente levou dezena de pais para a UBS Tiradentes em busca da imunização que esteve em falta em todo o Estado por mais de um mês. Durante a manhã de hoje (14), pais enfrentaram uma fila com duração de mais de três horas para tentar garantir a dose para seus bebês.

Este foi o caso da dona de casa Daniella Assunção, de 36 anos, que saiu do bairro em que mora para tentar garantir a vacina para o filho de quatro meses. “Eu só consegui vacinar meu filho por muita insistência, liguei todos os dias depois que soube da chegada da vacina. Moro no Maria Aparecida Pedrossian e vim parar aqui atrás da dose, que é muito importante para o meu bebê, já que está é a primeira dose que ele toma”, conta.

Na UBS, foi informado que haviam apenas 40 doses disponíveis, o que desagradou aqueles que estavam na fila. “Cerca de uma hora depois que eles começaram a vacinar, uma mulher saiu e falou que havia poucas doses da vacina, e, quando acabassem, seriam substituídas pela DTP. Muitas mães foram embora revoltadas por não aguentar esperar”, aponta.

Já a diarista Fabrícia Aparecida, de 30 anos, chegou a levar o filho para tomar a segunda dose em uma clínica particular, mas com o anúncio da chegada de doses no município, levou o bebê para garantir a última dose. “Meu filho tem oito meses e tomou as duas primeiras doses. Nós, agora, vamos esperar por algumas horas na fila para tentar cumprir com a vacina. Na de quatro meses, tivemos que pagar por medo da falta de imunização”, relata.

(Texto: Amanda Amorim e Dayane Medina)

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