3 agosto 2020, 14:25
Foto: Reprodução/Internet

Em janela partidária, oito vereadores devem mudar de partido

Faltando 45 dias para o período de troca de sigla, nos bastidores começam os rumores de mudança

A chamada janela partidária tem início no dia 5 de março e vai até 3 de abril. É nesse período que parlamentares podem migrar de partido por justa causa, sem perder o mandato. Em Campo Grande, pelo menos oito dos 29 vereadores podem mudar de legenda. Cinco deles, já confirmaram que estão de malas prontas das siglas atuais. Os motivos são diversos, desde atritos internos a simples possibilidades de uma “casa” melhor e similar a ideologias.

Os Progressistas Valdir Gomes e Dharleng Campos, já confirmaram a saída. No caso de Valdir, o atrito entre o ex-prefeito Alcides Bernal foi parar até na delegacia, com acusações mútuas de ameaças e xingamentos. O “barraco” foi protagonizado o ano passado no período em que Bernal ainda era presidente regional do PP. À época, o ex-prefeito teria dito para que os insatisfeitos saíssem da legenda.

Passado uns meses, o deputado Evander Vendramini assumiu a presidência a pedido da Executiva Nacional. Mesmo assim, Valdir ainda reclamou sobre a falta de diálogo e desorganização, divulgando a saída definitiva em 2020. A colega de parlamento, Dharleng Campos também já se posicionou da mesma forma.

Os pedetistas Ademir Santana e Odilon de Oliveira Júnior, que desobedeceram orientação do partido e foram ameaçados com punições no último trimestre de 2019, também deixarão a sigla de Ciro Gomes e Dagoberto Nogueira. No caso do vereador Odilon, a insatisfação se deu desde as eleições 2018, quando seu pai, juiz aposentado Odilon de Oliveira disputou o cargo de governador e saiu derrotado. Na ocasião, orientações da Executiva Nacional do partido de não dar apoio ao atual presidente Jair Bolsonaro, teriam prejudicado o eleitorado do candidato ao governo, que saiu derrotado.

O ano passado os dois parlamentares se recusaram a assinar o requerimento que pedia a CPI do ônibus, na Câmara. Mesmo com determinação do diretório, houve a recusa e o caso foi parar na Comissão de Ética do PDT.

Apesar de não ter sido oficializada a criação do partido Aliança pelo Brasil, do presidente Jair Bolsonaro, foi vista com bons olhos pelos vereadores Vinicius Siqueira (DEM) e André Salineiro (PSDB). O tucano, que ao final do ano passado, anunciou a saída do ninho de forma tranquila e pacífica devido a questões ideológicas, não divulgou sobre a sigla de interesse, há rumores de que esteja “de olho” no PSL.

Já Siqueira, que anda conversando com membros do PSL, desvia e diz que não há nada definido. O parlamentar esteve no lançamento oficial do Aliança em Brasília e disse que de certa forma as ideias do Aliança podem somar ao país.

Otávio Trad (PTB) é o único que anunciou a “nova moradia”. Ele vai deixar o atual partido para se filiar à legenda “da família”. Desde que Delcídio do Amaral assumiu a direção do PTB no estado, o vereador se manifestou. Ele entra no PSD de Marquinhos, Fábio e Nelsinho Trad ainda no mês de março e deve somar forças na disputa pela reeleição. A dúvida está em relação ao primo de Otávio, vereador William Maksoud (PMN) que também pode migrar para o PSD.

(Texto: Andrea Cruz)

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