2 março 2021, 3:23
Crédito: Marcello Casal/Agencia Brasil

Inflação em Campo Grande foi a 3° maior entre capitais

O acumulado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), popularmente conhecido como inflação, na Capital em 2019 de 4,65% foi o terceiro maior do Brasil, revelou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ontem (10). Campo Grande ficou atrás somente de Belém (PA), com 5,51%, e Fortaleza (CE), com 5,01%. A inflação do mês de dezembro ficou em 1,32%.

Alimentação e bebidas teve a maior variação em dezembro (3,38%) e o maior impacto no índice nacional, que ficou em 4,31% no ano. O resultado do grupo é o maior desde dezembro de 2012. A alimentação fora do domicílio (1,04%) também acelerou em relação a novembro (0,21%), influenciada pelas altas da refeição (1,31%) e do lanche (0,94%).

O grupo alimentação foi impactado pela alta nas carnes (18,06%). O frango inteiro e os pescados também registraram alta de 5,08% e 2,37%, respectivamente. Entretanto, as maiores altas foram no feijão-carioca (23,35%) e o tomate (21,69%). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-8,76%) e o pão francês (-0,68%). Outros seis grupos também registraram alta, com destaque para os transportes (1,54%) e despesas pessoais (0,92%).

O resultado de transportes, segundo análise do IBGE, foi influenciado pelo aumento de 3,57% nos combustíveis, sendo 3,36% na gasolina e 5,50% no etanol. Todas as capitais do Brasil, com exceção de São Luís, registraram alta nos combustíveis. O grupo despesas pessoais (0,92%) ainda foi impactado pela alta dos jogos de azar (12,88%), com o reajuste nas apostas lotéricas, desde 10 de novembro.

As quedas mais expressivas foram registradas no grupo habitação (-0,82%) e artigos de residência (-0,48%). A queda em habitação foi impactada pela energia elétrica (-4,24%), devido a mudança da bandeira tarifária. Em novembro, vigorava a bandeira vermelha patamar 1, com acréscimo de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Em dezembro, passou a vigorar a bandeira amarela, com custo de R$ 1,343 para cada 100 quilowatts-hora.

Custo da construção

Com alta de 0,22% em dezembro, o Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) teve variação positiva de 2,31% no ano passado em Mato Grosso do Sul. Construir um metro quadrado saiu por R$ 1.117,22, em média, no Estado, menor valor entre as unidades federativas do centro-oeste. A nível nacional, a alta de dezembro também foi de 0,22%. O índice encerrou 2019 em 4,03%, 0,38 ponto percentual abaixo do resultado de 2018 (4,41%).

(Texto: Marcus Moura com informações do IBGE)

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