26 janeiro 2020, 13:21
Crédito: Chico Ribeiro

Cras alerta motoristas sobre travessia de animais nas ruas

É comum ver dezenas de animais atravessando as ruas e avenidas da Capital sul-mato-grossense, e o excesso de velocidade e a imprudência dos motoristas no trânsito colaboram para o aumento de acidentes, provocando a morte dos animais. Diante disso, o veterinário Lucas Cazati, do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), alerta sobre os cuidados que se deve ter com os animais, em caso de acidentes.

O profissional explica que não se deve mexer no bicho, caso aconteça algum acidente. “Não se deve pôr a mão no animal. Tem que parar o carro e acionar a PMA. Eles vão buscar fazer a captura adequada e trazer para o Cras”, diz.

Ele conta que uma mulher foi atacada ao tentar resgatar um filhote atropelado no Parque dos Poderes. É que a mãe quati tentou proteger o bichinho.

Além disso, segundo o veterinário, alimentar os animais silvestres favorece atropelamentos, pois os bichos criam o hábito de atravessar as vias para receber a comida.

Cazati é um dos responsáveis por salvar a vida de centenas de animais silvestres, vítimas de atropelamento e da captura de traficantes. No Cras, em Campo Grande, são feitos praticamente todos os procedimentos para salvar os bichos, inclusive cirurgias.

Segundo informações repassadas por ele, a quantidade de atropelamentos de bichos no verão aumenta entre 50% e 60%. Em parte, isso se deve ao aumento da população de animais como os quatis, que tiveram filhotes há poucos dias. “São espécies que deixam para ter filhotes no verão, quando a temperatura é alta e tem abundância de alimento”, explicou, Lucas.

Centro de Reabilitação

Atualmente, o Cras tem mais de 200 animais, incluindo araras, maritacas, periquitos, tamanduás, logo-guará, raposa, macacos-pregos, onças pardas, cobras, antas e jaguatirica, entre vários outros.

Além dos atropelados, o Centro de Reabilitação recebe os bichos entregues voluntariamente pela população e os apreendidos em operações de combate ao tráfico.

É o segundo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres mais antigo do Brasil, com 33 anos. Em média, os animais consomem mais de 300 quilos de carne e 500 quilos de frutas, verduras e hortaliças.

(Texto: Izabela Cavalcanti com informações da assessoria)

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