26 janeiro 2020, 13:05
Crédito: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande

Horário estendido não teve aumento de vendas no Centro

O primeiro domingo de lojas abertas no Centro, que faz parte da campanha de vendas do fim de ano, não surtiu o efeito esperado, porém a expectativa da classe lojista é que com o pagamento do 13° salário dos servidores municipais e estaduais a situação se transforme. Mesmo com o movimento fraco, o consumidor campo-grandense mostra mudanças no hábito de consumo, afirma o presidente da CDL-CG (Câmara dos Dirigentes de Lojistas), Adelaido Vila.

Segundo Vila, a situação este ano é diferente e atraiu um público maior para o Centro porque além das promoções e ofertas da data, há também a curiosidade em conferir como ficou a rua 14 de Julho após as obras do Reviva Campo Grande e a decoração natalina, que há tempos não é tão incrementada como neste ano.

“O acender das luzes está atraindo muito consumidores para o Centro após as 18 horas. Percebemos uma mudança no perfil de consumo. Agora, o lojista pode ser organizar para abrir as portas um pouco mais tarde e fechar um pouco mais tarde para conseguir aproveitar este público”, explica.

Ele ainda comenta que a chuva também contribuiu para afastar as pessoas do Centro, mas que, como a prefeitura montou um calendário de atrações culturais bem elaborado, os consumidores terão um chamativo a mais para se deslocarem até lá.

Difícil economicamente tanto para quem vende, quanto para quem compra, 2019 se encerra com uma alta taxa de inadimplência, o que preocupa Adelaido. “No ganho médio dos servidores, municipais e estaduais, existe um comprometimento muito grande com empréstimos consignados. Como não tivemos um aumento salarial, eles perderam um pouco do poder de compra”, ressalta dizendo que há uma grande quantidade de dinheiro vivo rolando no comércio, mas que a maioria das vendas deve ser feita a prazo e nos boletos.

“A liberação do FGTS ajudou muito os consumidores a voltarem para a adimplência. Na média, as dívidas eram de R$ 500, ou seja, eles chegam agora no fim do ano com o nome limpo para tentar um crediário, ou cartão de crédito”, finaliza. Ele termina dizendo que a partir da próxima quinta-feira (12), o movimento de vendas subirá gradativamente.

Para Ronaldo Silgueiros, gerente de uma loja de calçados localizada na rua Marechal Rondon, o movimento ainda não é o suficiente para recuperar as perdas do ano, mas a situação já está melhor que no ano passado. “A gente sabe que as vendas só bombam depois do pagamento do 13° dos servidores. Se vocês vierem aqui depois do dia 20 verão o quanto já terá melhorado”.

Décimo

Com a confirmação de pagamento do 13° salário no dia 19 de dezembro, o governo do Estado se destaca no cenário nacional por honrar todas as folhas em dia em 2019, mesmo com todas as adversidades. Em Minas Gerais, por exemplo, não há previsão de pagamento. Segundo a administração estadual de MS, o governo mineiro conseguiu aprovação da Assembleia para fazer uma operação financeira na Bolsa de Valores. Porém, não existe certeza de que o recurso cairá na conta ainda neste ano.
No Rio Grande do Sul, a situação é ainda pior. Por lá, o governo acaba de pagar a 11° parcela do 13° referente a 2018. No âmbito municipal, a prefeitura garantiu o pagamento até o dia 20 de dezembro.

(Texto: Marcus Moura)

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