12 dezembro 2019, 1:46
Foto: reprodução/Internet

Palestrante norte-americana fala sobre violência doméstica

O enfrentamento da violência doméstica passa por várias etapas até que a mulher se veja totalmente livre do agressor. Uma das fases mais complicadas é a dependência financeira. Para tratar de um assunto tão delicado, o TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) recebeu ontem (2) a palestrante norte-americana Ana Natalia Otero para falar sobre Autonomia Financeira da Mulher – Experiência Americana no Enfrentamento à Violência de Gênero. A medida faz parte das ações dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, uma campanha da ONU Mulheres.

A coordenadora da Mulher de MS, Jacqueline Machado, explicou a importância de conhecer outra experiência porque a violência contra a mulher é um fenômeno mundial. “Infelizmente, em MS, temos hoje 26 mulheres vítimas de feminicídio e precisamos mudar essa realidade. É com trabalho de prevenção que mudamos essa situação, pois uma lei não muda uma cultura machista, patriarcal, que é a grande causa dessa violência de gênero. Precisamos conhecer experiências de outros países para saber como evoluir, fazer mais para reduzir e até mesmo acabar com essa violência de gênero, que é tão cruel no mundo todo”, disse durante a abertura.

Por meio da parceria do TJMS com o Consulado Americano, a palestrante falou sobre a fundação de sua entidade que ajudam mulheres a romper o ciclo da violência. “Nos últimos 10 anos, a DC Safe está onde estão as vítimas. É necessário esclarecer que falamos sobre vítimas de violência entre parceiros/conviventes e não violência doméstica e familiar. Temos vários defensores, além de assistência jurídica. Passei muitas noites acordadas pensando em como possibilitar o empoderamento das mulheres vítimas. Temos 9.000 vítimas/ano no começo de sua jornada para sair de uma situação de violência”, relatou.

Sobre a independência financeira, Otero citou como exemplo Washington, onde a maioria da população vive abaixo da linha da pobreza e a dificuldade de salvar estas mulheres. “O difícil é dar apoio financeiro e isso nos preocupa. Começamos com mulheres que estão na pobreza por gerações, pois o único apoio para sobrevivência delas é do governo e é temporário. A notícia boa é que menos de 1% volta para a situação de pobreza e, em 90% dos casos, as vítimas desejam ingressar com ação judicial contra o agressor”, afirma.

(Texto: Raiane Carneiro com assessoria)

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