9 dezembro 2019, 11:16
Crédito: Nilson Figueiredo

Em CG, flamenguistas se empolgam mesmo longe do campo

Com a finalíssima da Copa Libertadores da América, os flamenguistas de Mato Grosso do Sul se mobilizam para torcer pelo título mais esperado do ano, ao lado do Mundial, caso saia campeão no sábado. A final única entre Flamengo x River Plate acontece em Lima, no Peru, neste sábado (23), às 16h (de MS). São 3,4 mil km de Campo Grande, mas para os rubro-negros que não vão viajar o frio na barriga é o mesmo.

É o caso do empresário Yuri de Castro, de 30 anos. Ele já viu o time do coração entrar em campo cinco vezes, no Maracanã, mas desta vez vai acompanhar do sofá de casa. Seu palpite é de 2×1 para o clube carioca. “Eu acredito que tudo pode acontecer, mas espero que o Flamengo seja campeão. Estou com 55% da fé no Flamengo e 45% no River, afinal, é o time campeão da temporada passada e temos que respeitar isso”, pondera.

O Flamengo está perto de soltar o grito de campeão brasileiro 2019. Com 81 pontos, precisa apenas de uma vitória ou que o Palmeiras não vença um dos quatro jogos restantes. Se conquistar o título da Conmebol, se torna o segundo da história do país a se consagrar campeão das duas competições na mesma temporada. O único até o momento foi o Santos, entre 1962 e 1963.

A campanha da equipe comandada por Jorge Jesus impressiona até mesmo Yuri, que não era nascido quando o time levantou a taça continental em 1981. “Conheço muita gente que torce para outros times mas assiste ao jogo do Flamengo porque gosta de como jogam. Eu assistia aos jogos do Santos na época do Neymar, por exemplo, porque gostava daquele futebol. Hoje o Flamengo é a referência”, afirma.

Recentemente o brasileiro esteve em Portugal a trabalho e notou o quanto a atuação do líder brasileiro repercute do outro lado do Atlântico. “Foi incrível para mim ver o quanto eles estão acompanhando o Flamengo, principalmente por causa do Jorge Jesus. Os jogos estão sendo transmitidos ao vivo em um canal e o restante da Libertadores em outro”, conta à reportagem.

Pai, filho e neto escolheram o rubro-negro para torcer 

A paixão de Yuri vem de família, pois aprendeu com o pai a gostar de futebol. “Sou flamenguista desde que nasci, mesmo não sabendo, eu provavelmente já sabia. Fui influenciado pelo meu pai, que até me chantageava as vezes dizendo “se você torcer outro time eu não vou comprar camiseta para você”, sem pressão né? E hoje sou mais fanático que ele”, brinca o empresário.

Hoje ele tenta manter a tradição com o filho Vitor Moreira, de 8 anos. “No começo eu incentivei ele a torcer para o Flamengo, a gostar de futebol que seja, mas ele não se interessava. De um dia para o outro ele começou a gostar, provavelmente por influência dos amigos da escola. Então ele viu a paixão que eu tinha e seguiu o mesmo caminho”, conta.

O menino fez aniversário em março e, para homenagear as vítimas do incêndio que aconteceu no Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano, pediu aos pais que sua festa tivesse como tema as cores do time. “A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi o Flamengo”, fala o menino.

Torcida promete fazer barulho nas organizadas do Estado

A Raça Rubro Negra, torcida organizada do Flamengo em Mato Grosso do Sul, deve lotar para a grande final. Segundo o presidente da sede de Campo Grande, Jean Marques, são esperados 3 mil torcedores na tarde deste sábado. “As expectativas são as melhores, o que está difícil é esperar chegar o jogo. Faz quase dois dias que eu não durmo”, fala

Além da Capital, Corumbá e Dourados são contemplados com outra sede física. Ambas totalizam 1,8 mil sócios frequentadores. Eles também estarão recebendo um kilo de alimento não perecível na hora do jogo.

(Danielle Mugarte)

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