22 setembro 2020, 18:58
Foto: reprodução/Youtube

Presidente da Alesp vai proibir homenagem a Pinochet

Estaria previsto para o  dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, uma solenidade em homenagem a Augusto Pinochet, ditador chileno que assumiu a presidência do país após liderar um golpe militar. Porém, nesta quinta-feira (21), o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), anunciou que proibirá o ato na Câmara.

 O “Ato Solene em memória do Presidente Augusto P. Ugarte” partiu do deputado estadual Frederico D’Avila, do Partido Social Liberal (PSL). Publicamente Cauê Macris, presidente da Alerj, afirmou que quer impedir a solenidade. “Assino nesta quinta um ato da Presidência impedindo que aconteça o evento em homenagem ao ditador Augusto Pinochet dentro da @AssembleiaSP”.

O ato será publicado no Diário Oficial do Estado amanhã (22)”, tuitou Cauê Macris, membro do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). O anúncio agitou as redes sociais e se soma às polêmicas provocadas por Bolsonaro por seus elogios tanto à ditadura militar brasileira (1964-85) quanto às de outros países da América Latina, que deixaram milhares de mortos e desaparecidos nos anos 70 e 80.

A controvérsia foi internacionalizada quando o cônsul francês, em São Paulo, Brieuc Pont, escreveu no Twitter.  ‘A homenagem prevista ao ditador chileno #Pinochet na @AssembleiaSP não é só um insulto à democracia e à memoria das vítimas, inclusive francesas, de um regime cruel. É também a prova de um descaso total pelos #DireitosHumanos celebrados internacionalmente no dia 10 de dezembro’.

Em setembro, Jair Bolsonaro, atual presidente da república do Brasil, gerou desconforto no palácio presidencial chileno em La Moneda ao comemorar a repressão da ditadura de Pinochet (1973-1990). Ele quis atingir diretamente Michelle Bachelet, que  teve seu pai torturado na época.

Bachelet, atual alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, havia declarado que o espaço democrático no Brasil estava diminuindo. Bolsonaro então disparou. “Senhora Michelle Bachelet, se não fosse o pessoal do Pinochet derrotar a esquerda em 73, entre eles o seu pai, hoje o Chile seria uma Cuba. Acho que não preciso falar mais nada para ela”, disse o presidente.

(Texto: Julisandy Ferreira com informações da Isto É)

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