15 dezembro 2019, 19:27
Crédito: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande

Grupo pede para instaurar CPI contra Consórcio Guaicurus

A falta de ônibus é uma das reclamações mais frequentes entre os usuários de transporte público da Capital e, por conta disso, um grupo promete organizar um protesto amanhã (19), em frente da Câmara Municipal para cobrar melhorias. Entre os pedidos dos manifestantes está a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no contrato entre a prefeitura e a Consórcio Guaicurus.

A falta de veículos rodando foi o motivo de uma confusão entre Guarda Municipal e população no Terminal Morenão, na última sexta-feira (15), depois que houve demora em repor um ônibus, irritando os passageiros, logo pela manhã. A maioria das pessoas que esperavam pela condução eram mulheres que seguiam para o trabalho e, durante a situação, a equipe da Guarda chegou a utilizar gás de pimenta para liberar a passagem do terminal. Com a repercussão do caso, o município de pronunciou sobre o ocorrido ontem, na Secretaria Municipal de Segurança.

Na coletiva de imprensa, o secretário especial de Segurança Pública, Valério Azambuja, falou sobre o tumulto do feriado, que envolveu, em sua maioria, mulheres que iam trabalhar e foram prejudicadas pelo atraso transporte público. No dia, a equipe GPI (Grupo de Pronta Intervenção) utilizou spray de pimenta para dispersar a multidão.

Em relação a atuação da Guarda Municipal, o secretário destacou que os três guardas municipais envolvidos no protesto que ocorreu no Terminal Morenão, na última sexta-feira (15), serão afastados por 60 dias. Além da medida, foi suspenso também o porte de armas a esses servidores. A investigação dos guardas será feita pela Corregedoria Municipal do Município e vai seguir durante os dois meses de suspensão dos guardas. A informação é de que no local haviam cerca de 20 a 40 usuários atrapalhando a entrada dos ônibus do Consórcio Guaicurus.

De acordo com o secretário Azambuja, vários peritos estiveram no terminal Morenão na última sexta-feira para averiguar a abordagem dos guardas municipais. “O GPI é composto por guardas que fazem atividades específicas e, no caso do terminal Morenão, a guarda municipal foi acionada através do 153 que é o telefone de urgência da Sesdes [Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social]. Temos pelos menos 7 gerentes operacionais que estavam de plantão para atendimento”, disse.

Os nomes dos três guardas que serão afastados não foram divulgados e, segundo o superintendente do GPI, Anderson Gonzaga, houve um excesso na abordagem dos guardas municipais e esse tipo de falha não é comum entre os integrantes da corporação. “Alguns servidores estão fazendo um curso específico para melhorar o treinamento dos guardas. Mesmo estando armados, na confusão, não foi utilizado munições pesadas ou letais”, ressalta.

Repercussão e protesto

A situação repercutiu rapidamente nas redes sociais. No Facebook, uma página de assuntos da Capital propôs um protesto na porta da Câmara Municipal, chamando a atenção para a instauração da CPI. Até o fechamento desta edição, 162 pessoas tinham demonstrado interesse em participar da manifestação e 51 confirmaram que iriam para o protesto.

Sobre a mobilização popular em prol da CPI, o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, explicou que vai aguardar qualquer definição e, sendo acionado, vai prestar todas informações solicitadas.

(Texto: Thais Cintra e Raiane Carneiro)

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