15 dezembro 2019, 20:53
Crédito: Walterson Rosa/Folhapress

“Não dê munição ao canalha”, diz Bolsonaro sobre Lula

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), que manteve silêncio ontem sobre a saída de Luiz Inácio Lula da Silva da prisão, em Curitiba, publicou um post na manhã de hoje em que fala para seus militantes não darem “munição ao canalha, que está momentaneamente livre, mas carregado de culpa”.

Sem citar Lula, Bolsonaro falou aos “amantes da liberdade e do bem”. “Somos a maioria. Não podemos cometer erros”.

Bolsonaro reitera o que já vem sendo propagado em grupos que o apoiam, no sentindo de tentar que seus militantes não deem visibilidade à esquerda, que vem comemorando a soltura do ex-presidente.

Em um evento em Goiânia ontem, Bolsonaro cancelou uma entrevista que estava anunciada por sua própria equipe de comunicação. Não mencionou a soltura de Lula em seu discurso e evitou a imprensa em eventos dos quais participou na cidade e desistiu de uma entrevista que aconteceria em um dos locais.

Filho do presidente, Carlos Bolsonaro retuitou o vídeo de Jair e foi mais enfático: “Calma, cambada de bandido, o Brasil não é de vocês! Comemorem, criminosos! Estão liqüidados política e criminalmente! O Brasil vai dar certo!”.

https://twitter.com/CarlosBolsonaro/status/1193141042318585856

O ex-presidente Lula saiu no fim da tarde de ontem da prisão na PF em Curitiba, após decisão judicial e subiu diretamente em um palanque para falar com os cerca de 200 militantes presentes no local. Lula foi beneficiado pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que, em julgamento finalizado na quinta (7), proibiu a prisão após condenação em segunda instância, caso de Lula. A defesa do ex-presidente havia entrado com o pedido de soltura no final da manhã de ontem.

Lula é aguardado hoje no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde iniciou sua carreira política. O presidente do sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, divulgou um vídeo convocando a categoria para receber o petista a partir das 10h deste sábado na sede da entidade, em São Bernardo do Campo (Grande SP), cidade em que o ex-presidente vivia antes de ser preso. (Uol)

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