19 novembro 2019, 8:52
Crédito: Divulgação

Cão policial precisa de ajuda para tratamento veterinário

Os policiais da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) estão empenhados em cuidar de um dos seus mais antigos companheiros: o rottweiler Victor, de 12 anos. Muito mais que ajudar na escolta de presos e operações policiais, o cão se tornou um parceiro querido para os servidores.

Segundo o delegado titular, Reginaldo Salomão, em função da idade, os problemas de saúde de Victor se manifestaram em 2017, mas a situação atual é mais crítica, já que ele foi diagnosticado com um tumor na coluna e o tratamento é custoso. O valor se aproxima de R$ 4 mil em dívidas, sendo arcados pelos próprios policiais. Agora, os policiais pedem ajuda com doações para pagar uma cirurgia de risco que o animal terá que ser submetido para saber se o tumor é maligno ou benigno.

“Com os exames, descobrimos que ele tem esse tumor, mas o veterinário não sabe se é interno ou externo a coluna dele. Se for interno, é tratamento para o resto da vida. Se for externo, vai depender da possibilidade de extração do tumor”, explica o delegado. Além dos custos no tratamento, o titular acredita que o cão pode precisar de fisioterapia para voltar a andar após a cirurgia. Atualmente, o cachorro está sendo cuidado pelos policiais da delegacia, inclusive, quando necessário, é carregado pelos companheiros de farda já que está com dificuldades de locomoção.

Os policiais estão tão acostumados com a presença do animal que é até difícil lembrar ao certo quando ele chegou na unidade, entre os anos de 2006 e 2007, ainda filhote. Conforme Salomão, o gênio do animal foi perfeito para atuar na polícia. “Temos a impressão de que ele foi moldado para vir para a Derf”, comenta, relembrando a atuação de Victor, quando necessário. “Ele nunca mordeu ninguém, ele rosnava e avançava, mas nunca fechou o maxilar”, afirma. O parceiro de operações, inclusive, nunca ia no compartimento de presos e, sim, no banco com os policiais, conforme Salomão.

Os servidores seguem mobilizados para cuidar do Victor. “Estamos tristes. Ligaram para cá e ofereceram outro cachorro e o pessoal não quis. Passa pela cabeça que o Victor está sendo substituído. A gente vai cuidando dele do jeito que dá. Mas já recebemos ajuda de uma ONG [Organização Não Governamental]”, conta. Os interessados em ajudar podem entrar em contato com a delegacia pelo número 3368-6601.

(Texto: Raiane Carneiro)

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