17 novembro 2019, 8:28
Crédito: Divulgação

Campo Grande vira a Capital do Chamamé nesse feriadão

Evento promete oferecer o melhor da cultura do ritmo ao público

Sucesso total de público na Praça do Rádio, no coração de Campo Grande, para a abertura do 3º Festival Cultural do Chamamé de Mato Grosso do Sul. O evento inclusive transforma a cidade na capital da cultura chamamezeira até o domingo, dia 13 de outubro, levando às pessoas a expressão musical, de vestimenta e gastronomia do ritmo que faz parte da história dos povos sul-mato-grossense, paraguaio e argentino.

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A abertura ocorreu na noite da quarta-feira (9), com transmissão do programa A Hora do Chamamé pela Educativa 104.7 FM, comandado por Orivaldo Mengual –idealizador do programa, do Instituto Cultural Chamamé MS e do festival. Entre as atrações do início do evento, uma procissão liderada pelo arcebispo metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa que homenageou fé latino-americana –Nossa Senhora de Itati, padroeira dos chamamezeiros; Nossa Senhora do Caacupé, padroeira do Paraguai; Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil; e Nossa Senhora da Abadia, a padroeira da Arquidiocese de Campo Grande.

O jornalista Bosco Martins, diretor-presidente da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul), representando o governador Reinaldo Azambuja, anunciou a abertura do festival. Ele destacou a importância simbólica do evento como união cultural de três povos que, agora, rumam para a integração física com a consolidação da Rota Bioceânica –a interligação rodoferroviária de Brasil, Paraguai e Argentina aos portos do Chile e, dali, rumo aos mercados asiáticos.

“Essa rota de desenvolvimento criada a partir da grande irmandade entre os países e que dará um novo caminho para o mar foi antecipada, no campo cultural, pelo programa A Hora do Chamamé e pelo Instituto Cultural do Chamamé, unindo povos com um folclore comum e que compartilham da música, gastronomia e tantas outras manifestações”, pontuou Bosco, presidente de honra do instituto e que lembrou que cultura regional, além das marcas dos povos nativos, contou com trações da Europa “que temperam essa miscigenação”.

Mengual, por sua vez, destacou a intenção de “transformar Campo Grande na Capital Nacional do Chamamé”. Coube a ele viabilizar a vinda de representantes dos três países à cidade para a concretização do festival. O presidente do instituto agradeceu a Reinaldo e ao prefeito Marcos Trad pela parceria que “fez deste momento uma feliz realidade”.

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Ainda na abertura, Bosco destacou o pedido que recebeu do governador para, em 2015, ao retornar ao cargo, “trazer de volta à grade da Educativa 104.7 FM o programa A Hora do Chamamé, hoje o carro chefe de nossa emissora”, e ainda prestou homenagem ao músico e maestro Juninho Fonseca, que na terça-feira (8) faleceu após um acidente de moto em Campo Grande. A Banda do CMO (Comando Militar do Oeste) executou os hinos nacionais de Brasil, Paraguai e Argentina, na presença de delegações que levavam suas bandeiras.

O evento

A estimativa é de que mais de 15 mil pessoas participarão do 3º Festival Cultural do Chamamé que, apenas entre atrações musicais e espetáculos de dança, terá mais de 60 apresentações nos cinco dias do evento.

Na Praça do Rádio, Centro da Capital, as apresentações musicais começam durante a tarde e se estendem até a noite –na quinta-feira (10), as atividades vão das 16h50, com abertura da feira gastronômica às 23h; das 13h55 às 23h30 na sexta (11, com shows a partir das 17h); das 14h às 23h no sábado (12, sendo que as apresentações musicais começam às 15h) e das 15h às 19h no domingo.

De quinta a sábado, a partir das 23h55, acontecem também bailes na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil), no Jardim Veraneio, com ingressos antecipados a R$ 20 e R$ 25 na portaria. Além disso, o Marco (Museu de Arte Contemporânea), o Ballet Isadora Duncan (rua Brasil, 17) e o Shopping Bosque dos Ipês (no domingo) receberão atividades do festival.

(Texto: Danilo Galvão com informações da FCMS)

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