20 outubro 2019, 10:00
Crédito: Reprodução

“Nunca suspeitei”, relata bisavó do menino morto pelo pai

A bisavó de Miguel Henrique dos Reis, de 2 anos, Neide Maria Bogado, de 69 anos, buscar entender as razões da tragédia. O menino foi morto pelo próprio pai, Evaldo Christyan Dias Zenteno, 21 anos, na quinta-feira (19), em Campo Grande. Segundo ela, Miguel era um menino doce e brincalhão. A criança e a mãe moravam com a bisavó, em Aquidauana, a 125 km da Capital. Neide informou que Evaldo buscou a criança na quarta-feira (18) e que nunca suspeitou de nada. “Ele sempre vinha buscar o filho; nunca suspeitei de nada, porque a mãe dele, a outra avó, cuidava muito bem do nosso Miguelito”, revelou ao site O Pantaneiro.

A mãe do menino e Evaldo tiveram um relacionamento de 4 anos e haviam se separado há 4 meses. Ainda segundo a bisavó, ele nunca deixou a mãe de Miguel em paz. “Ele não tinha aceitado muito bem a separação e vivia insistindo para que ela voltasse, ele perseguia ela até de madrugada pelo celular”. O velório da criança ocorreu na sexta-feira (20), na capela da Pax Vida dentro do cemitério municipal, em Aquidauana. Inclusive, a mãe de Miguel passou mal no momento que os os funcionários foram fechar o caixão para o sepultamento.

Caso

Evaldo Christyan Dias Zenteno, 21 anos, foi preso pelo Batalhão de Choque, após matar o filho Miguel Henrique dos Reis, no Bairro Guanandi II, na Capital. Depois de confessar, o autor revelou que cometeu o crime para se vingar da ex-mulher, mãe da criança. O acusado chegou a inventar uma história que o carro onde ele e o filho estavam, havia sido assaltado e que os bandidos teriam levado Miguel e jogado o menino no córrego da Avenida Ernesto Geisel. No entanto, diante tantas contradições, durante seus depoimentos levaram a confissão.

Conforme o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Marcus Pollet, o autor somente contou a versão verdadeira depois de saber que se colaborasse com a justiça, poderia receber benefícios em relação ao tempo preso e que em todo o tempo em que esteve com a equipe policial não demonstrou nenhum tipo de arrependimento. Evaldo permanece preso, ele passou por audiência de custódia, e teve, pela juíza Vânia de Paula Arantes, a prisão em flagrante convertida em preventiva. O caso está sob os cuidados da DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

(Texto: Rafaela Alves)

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