17 outubro 2019, 21:35
Reprodução/Freepik

No tempo seco e calor casos de pedras nos rins aumentam

Dor, incômodo ao urinar e as vezes até sangramento, esses são sintomas de quem sofre com pedras nos rins. Elas podem ser pequenas, ou grandes. No tempo seco e calorão, o número de pessoas com cálculo renal aumenta cerca 30%, isso porque a transpiração é maior e as pessoas não costumam repor a quantidade de água perdida.

Com isso, os rins trabalham com dificuldade, acumulam sais e proteínas, o que pode provocar os cálculos renais. Beber água é fundamental para evitar a doença.

De acordo com a professora de medicina da Uniderp e médica especialista em nefrologia, Rafaella Campanholo, a doença é mais comum em jovens, por conta da má alimentação. “O consumo de alimentos processados é grande, sendo assim, com alto teor de ingestão de sódio, um grande vilão na formação de cálculos. Devido a isso, nota-se uma incidência maior em jovens que possuem essa dieta mais desregrada, principalmente, a base de fast foods”, explica.

Muito comum em jovens, o número de casos cresce no tempo seco e verão Pedra nosrins Evitar os alimentos ricos em sódio. Beber muita água (muita água seria mais de 2,5 litros por dia), se praticar algum esporte ou trabalhar sob sol, deve-se ingerir ainda mais. Evitar excesso de proteínas na alimentação sem orientação nutricional.

Diminuir o consumo de café e do fumo. Comer alimentos cítricos, eles são bons para acidificar a urina e diminuir as pedras. Fazer atividades físicas e manter uma vida saudável.

Estudos mostram que as pedras nos rins são mais frequentes em homens brancos e pessoas obesas. “Os obesos possuem também maior prevalência de litíase renal. Estudos mostram maior incidência em homens brancos, duas vezes mais. Quem mais sofre com o cálculo renal são as pessoas que não se hidratam corretamente”, esclarece a especialista.

A especialista ainda comenta que na maioria dos casos os pacientes descobrem o problema ao apresentarem episódios de dores lombares, chamados de cólicas renais. “Além disso, pode se associar a esse problema a presença de urina de cor avermelhada, a chamada hematúria, pois pode haver sangue, fruto da pedra movimentando-se pelo trato urinário e machucando por onde passa. Em alguns casos, o paciente faz um exame de rotina, como um ultrassom, e aparece uma pedra no rim”, expõe.

Um dos problemas urológicos mais doloridos, ela é uma das piores dores que se pode sentir, comparada até com a dor do parto, é isso que relata muitos pacientes que têm, ou tiveram cálculo renal. Como é o caso da nutricionista Danielle Couto de 23 anos, que descobriu o problema há 10 anos e precisou passar por cirurgia para retirar a pedra que estava no ureter.

“É uma dor insuportável, a primeira vez que eu senti eu não fazia ideia do que era, comecei sentir muita dor na parte da frente da minha barriga, não era nos rins, porque a pedra já estava no ureter, então eu sentia muita dor e umas pontadas, uma dor que não passava, eu comecei a ter vômito, diarreia. Tive que ir correndo para o médico, aí fiz uma tomografia e descobri que era uma pedra parada no ureter. É uma dor que não passa por nada, só tomando morfina, dá uma aliviada, mas, no fundo, você ainda sente a dor” comenta a nutricionista.

Tomar água não era habito da nutricionista, mas depois que foi diagnosticada com o problema passou a beber mais líquido. “Agora eu bebo sim, mas quando descobri as pedras não tinha esse costume”, conclui. (Texto: Bruna Marques)

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