21 setembro 2019, 0:37
Crédito: AFP

Ataques de 11 de setembro ainda fazem vítimas em NY

Nuvem de cinzas e resíduos tóxicos, provocada pela queda das Torres Gêmeas, é apontada como a responsável por milhares de casos de câncer

Jaquelin Febrillet tinha 26 anos e trabalhava a duas quadras das Torres Gêmeas quando os aviões sequestrados pelos jihadistas derrubaram o complexo de prédios em 11 de setembro de 2001. Em 2016, 15 anos depois dos atentados mais mortais da história, esta sindicalista profissional, hoje mãe de três filhos, foi diagnosticada com um câncer com metástases, de acordo com reportagem da AFP.

A única explicação lógica: a nuvem de cinzas e resíduos tóxicos na qual se encontrou imersa no dia da catástrofe. Richard Fahrer, de 37 anos, trabalhou frequentemente no sul de Manhattan como agrimensor de 2001 a 2003.

Há 18 meses, após sentir dores no estômago, os médicos detectaram um câncer agressivo de cólon, uma doença que costuma afetar homens muito mais velhos, e para o qual não tinha nenhuma predisposição.

Além das cerca de 3.000 pessoas falecidas e mais de 6.000 feridas no desabamento do World Trade Center, Nova York ainda não terminou de contar as pessoas doentes de câncer e outros males graves, sobretudo de pulmão, ligados à nuvem tóxica que planou durante semanas sobre o sul da ilha.

Não só os socorristas

As dezenas de milhares de bombeiros, socorristas, médicos ou voluntários mobilizados para o “Ground Zero”, onde ficavam as Torres, foram os primeiros afetados.

Já em 2011, um estudo publicado na revista científica The Lancet mostrava que estas pessoas enfrentavam riscos maiores de sofrer câncer. (Com informações da AFP)

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