15 dezembro 2019, 20:17
“Principalmente em letra e música de ‘Campo Grande Linda’, representada por mim, é primeiro como cidadão campo-grandense", diz Zé Geral Foto: Acervo Pessoal

Campo Grande sua linda

Zé Geral e Samuel Teodoro cantam amor pela Cidade Morena

Tendo mais do que amor por Campo Grande, difícil quem não conheça Zé Geral, seja pela característica americanidade latina que traz em sua sonoridade, ou pelos projetos voltados em prol da valorização da música regional, o tradicional ‘Sarau do Zé Geral’.

Agora o músico lança “Campo Grande Linda”, parte do novo trabalho ao lado de Samuel Teodoro, “Pelas Veias do MS”. “Vim de fora pra cá há 30 anos e, a Câmara Municipal inclusive acabou depois de um tempo me considerando um cidadão campo-grandense. Mesmo sem esse título, era algo que eu já me considerava. Encontrei um parceiro ( Samuel Teodoro) que escreveu esse letra, ‘Campo Grande Linda’ e casou”.

“Faz parte de um álbum, chamado ‘Pelas Veias do MS’, onde são 14 faixas em que quem estiver ouvindo sai de Campo Grande e vai fazendo viagem pelo nosso Estado de Mato Grosso do Sul, passando por Aquidauana, Anastácio, Bonito…”

Com o Sarau do Zé Geral, o músico acumula mais de 20 anos de verdadeiras noites e servições prestados pela cultura e arte local, da história do evento, conta. “Antes de 29 de janeiro de 1997 – quando comecei a contar – ele já acontecia mesmo sem ter um nome. Depois de muita dificuldade, começamos a ocupar o espaço e firmar o pé. Realizamos 947 de quartas- -feiras. Contando as que foram para Aquidauana, Bonito que teve duas edições, pela Cidade, Parque Das Nações… somam 953”.

Do Sarau do Zé Geral ressalta: “Parou! Deu uma estacionada, como sempre estacionou. Ao todo foram 14 endereços até que eu comecei a olhar para a minha música, depois de uma fase que foi mais pensativa pra mim, dentro da fundação de cultura, da cultura do Estado, nos quatro anos da gestão passada”.

“Samuel Teodoro, contou a história e, a gente, cada música quem escutar vai perceber e sentir na
veia… como eu mesmo vi pelo ‘Whatsapp’, um amigo de Aquidauana que postou sobre e me
emocionou. A gente canta e convida para uma boa viagem”

“Acho que independente do lugar que esteja, se não valorizar a cultura do que está à sua volta, fica difícil… eu tenho que limpar primeiro dentro da minha casa para falar que a rua tá suja. Então esse trabalho é a limpeza da ‘minha casa’”.

Da ligação com a Capital, Zé Geral revela. “Por Campo Grande sou reconhecido e também por mim mesmo. Isso que eu nunca passo muito tempo em um lugar, seja nas minhas viagens, nem mesmo onde eu nasci. Campo Grande, alguma coisa, que nem eu sei, me mantém aqui”.

Sobre o sentimento frente à grandes músicos regionais, Zé aponta: “Principalmente em letra e música de ‘Campo Grande Linda’, representada por mim, é primeiro como cidadão campo-grandense, e saiu por eu ter sido cobrado que ainda não havíamos feito uma música para nossa CG. Me cobraram para fazer a música sobre o trem, mas depois de Paulinho Simões, de Geraldo Roca cantarem, Geraldo Espíndola… pensei: ‘quem sou eu para falar do trem’, mas fiz ‘Na Estação’ que também falava de trem”.

Das canções e composições que compõe o novo trabalho, o músico destaca a sintonia na parceria que encontrou: “Até escrevo, mas quando vi a letra do Samuel… Terça-feira passada ele me trouxe uma, que alguém que está me ligando de coxim, pediu uma música da cidade, comentei com ele se dava tempo, e decidimos claro, nesse projeto, falar com Mestre Galvão. Entrou, o CD tá pronto, eu tô contente com o trabalho.

A mensagem que ela quer explanar, e o foi o sentimento que percebi ao fazer, é que o tempo não importar, o trem que parou; o trem que vai vir, as transformações são todas legais. A cidade era bonita e está cada vez mais bonita. Independente de críticas, eu falo da geografia, dessa americanidade latina”.

Sobre o novo álbum, prensado antes do 26 de agosto, Zé comenta: “Foi ‘facilzinho’, porque a gente adora o lugar que a gente tá, e – perdão o palavrão – foi que nem ‘fazer xixi’. Pra mim é rápido, quando se ama a cidade, o que se faz. De poder conseguir o disco pronto, antes do aniversário da cidade, nem era a pretensão da gente. É tudo muito novo, recente. Muito gratificante”. Informações sobre o músico
através das redes sociais, facebook.com/sarauzegeral.  (Leo Ribeiro)

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