20 setembro 2019, 17:02
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Conversa de Botequim

Raul Seixas continua embalando fãs 30 anos após sua morte

A obra de Raul Seixas é composta de 21 discos lançados em seus 26 anos de carreira, e 30 anos após sua morte continua fazendo sucesso. Na coluna de hoje vou elencar alguns álbuns de sua carreira marcada por altos e baixos. Em 1968, Raulzito e Os Panteras gravam seu primeiro e único disco homônimo pela gravadora Odeon. O álbum, no entanto, não teria sucesso de crítica nem de público, mas hoje é peça rara de colecionadores.

No início dos anos de 1970, Raul participou do Festival Internacional da Canção, de 1972, com duas de suas músicas: “Let Me Sing, Let Me Sing” e “Eu Sou Eu e Nicuri é o Diabo”. Ambas chegaram à final, obtendo sucesso de crítica e de público. Pouco depois, por meio de um artigo sobre discos voadores, Raul fez seu primeiro contato com o escritor Paulo Coelho que, mais tarde, se tornaria seu parceiro musical. No ano de 1973, Raul consegue grande sucesso com a música “Ouro de Tolo” no álbum “Krig-ha, Bandolo!”, canção com letra quase autobiográfica que debochava do “milagre econômico” em plena ditadura militar.

No ano de 1974, Raul Seixas e Paulo Coelho criam a Sociedade Alternativa, que era baseada nos preceitos do bruxo inglês Aleister Crowley, onde a principal lei é “Faze o que tu queres, há de ser tudo da Lei”. Em todos os seus shows, Raul divulgava a Sociedade Alternativa com a música de mesmo nome. A ditadura, então, através do Dops (Departamento de Ordem Política e Social) prendeu Raul e Paulo, acreditando que a Sociedade Alternativa fosse um movimento armado contra o governo. Depois de torturados, Raul e Paulo foram exilados para os Estados Unidos. No entanto, o LP “Gita”, gravado poucos meses antes, faz tanto sucesso que ambos voltaram ao Brasil. O álbum “Gita” rendeu a Raul um disco de ouro, após vender 600.000 cópias.

O LP “Novo Aeon”, de 1975, onde Raul compôs uma de suas músicas mais conhecidas, “Tente Outra Vez”, vendeu menos de 60 mil cópias. Na sequência, Raul lança três discos pela WEA (hoje Warner Music Brasil), a partir de 1977, que fizeram sucesso de público e fracasso na crítica: “O Dia em que a Terra Parou”, que continha canções como “Maluco Beleza” e “Sapato 36”; “Mata Virgem”, de volta com a parceria de Paulo Coelho, em 1978, e “Por Quem Os Sinos Dobram”, em 1979. Em 1980, assina com a CBS lançando mais um álbum, “Abre-te, Sésamo”, que contém sucessos como as faixas “Rock das ‘Aranhas’” e “Aluga-se”, ambas censuradas.

Em 1983, Raul grava um disco pelo Estúdio Eldorado. Logo depois participa do especial infantil “Plunct, Plact, Zuuum” da Rede Globo, onde canta a música “Carimbador Maluco”. O álbum “Raul Seixas” (1983), que continha a canção, dá a Raul mais um disco de ouro. Em 1984 grava o LP “Metrô Linha 743” pela gravadora Som Livre. Depois, Raul teve as portas fechadas novamente em razão do seu consumo excessivo de álcool e constantes internações para desintoxicação. Também em 1984 a Eldorado lança o disco “Ao Vivo – Único e Exclusivo”.

Pela gravadora Copacabana, em 1986, grava um disco que foi lançado somente no ano seguinte, em razão do alcoolismo de Raul. O disco “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!” faz grande sucesso entre os fãs, chegando a ganhar disco de ouro e estando presente até em programas de televisão, como o “Fantástico”.

No ano de 1989, faz uma turnê com Marcelo Nova, então novo parceiro musical, totalizando 50 apresentações pelo Brasil. Dessa parceria nasce o disco “A Panela do Diabo”. Até hoje, coletâneas de discos e filmes como o “Início, o Fim e o Meio” embalam os fãs do saudoso “Maluco Beleza”. (Marcelo Rezende)

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