25 agosto 2019, 4:54
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Valentin Manieri

Quase 4 mil manifestantes vão às ruas apoiando Paralisação

Professores e administrativos de escolas públicas, alunos, apoiadores e cerca de 30 sindicatos de Campo Grande aderiram a paralisação nacional contra a reforma da previdência e cortes de verbas para educação que ocorreu hoje (13). A concentração com aproximadamente 4 mil manifestantes ocorreu na Praça Ary Coelho. E ainda, das 292 escolas públicas de Campo Grande, aproximadamente 200 não tiveram aula, segundo as instituições que representam os professores.

O Presidente da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, afirmou que os cortes na educação é um grande prejuízo que afeta todos os níveis escolares. “Com esse último corte agora que passou de R$1 bilhão somado ao longo do ano são R$7 bilhões que foi retirado da educação pública, isso atrasa a universidade, atrasa a educação básica, atrasa a educação infantil, Esses cortes vão atrasar por mais uma década a universalização da educação básica no Brasil”, garante.

Ana Maria, de 38 anos, é professora e faz 16 anos que trabalha na rede municipal. Ela é contra a reforma e acredita que os cortes de verba pode precarizar a educação básica. “A reforma da previdência afeta diretamente os profissionais poque acaba com aposentadoria especial, a aposentaria especial era 25 anos em sala, hoje não existe mais isso. E o contingenciamento de verba isso atinge diretamente o trabalho que a gente presta ao filhos dos trabalhadores. Aqui nos temos uma situação a nível estadual redução do salários dos professores convocados e efetivos e a nível municipal a retirada dos profissionais que trabalhavam com a criança inclusa em sala de aula”, declara.

A ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) também participou da paralisação em defesa da escola pública, inclusive a instituição fez uma passeata no centro, saíram da sede do Sindicato, passaram em frente a Prefeitura e seguiram para a praça Ary Coelho, onde os quase quatro mil associados, conforme o presidente, Lucílio Nobre, se juntaram aos outros manifestantes.

“Nós passamos pela Prefeitura para deixar um recado para o prefeito, Marquinho Trad, de que ele não mexa com os nossos direitos e que tudo que ele for fazer relativo a educação que ele debata com a categoria. Teve um aumento de 11 para 14 na alíquota não ouve debate preliminar conosco, teve a retirado dos APEs (auxiliares de educacional especializado), nós falávamos para ele que a retirada assim de forma bruta ia implicar na melhoria da qualidade de ensino”, assegura. (Rafaela Alves)

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