29 maio 2020, 20:20
Valentim Manieri

Comissão defende educação para combater agressão a mulher

Com a primeira Casa da Mulher Brasileira implantada no país e um mês dedicado exclusivamente para tratar sobre a violência de gênero, o “Agosto Lilás”, a deputada e presidente da Comissão Externa de Combate à Violência Doméstica e ao Feminicídio, Flávia Arruda (PL), esteve ontem (12) na Capital, para buscar exemplos de medidas utilizadas no Estado a fim de implantar em outras regiões. Apesar das ações, Mato Grosso do Sul tem altos números de violência contra as mulheres.

Segundo a subsecretaria estadual de Igualdade Racial e da Cidadania, foram identificados na Casa da Mulher Brasileira 82 mil atendimentos às vítimas de violência doméstica e aos seus familiares, no primeiro semestre deste ano. Houve ainda 24.646 casos de violência contra a mulher, o que corresponde a 1 caso sendo registrado a cada 12 minutos, 5 em 1 hora e 115 por dia.

Durante a reunião com Flávia Arruda, a deputada federal Rose Modesto (PSDB) e a subsecretária da pasta, Luciana Azambuja, foram discutidas medidas que eduquem a sociedade. Segundo Arruda, apesar do aumento nos registros, existem muitos outros que ainda não foram registrados.

“Nos últimos anos, esses dados têm sido alarmantes, e nós temos falado que se tornou praticamente uma epidemia no país, e várias coisas corroboram para isso. O número de denúncias aumentou, mas o número de vítimas é maior do que nós sabemos, porque ainda existe a subnotificação: muitas mulheres ainda não têm coragem de denunciar, e isso acontece por várias razões – porque são ameaçadas, pela preocupação com os filhos ou porque não têm como se sustentar”, apontou.

Uma das medidas frequentemente mencionadas está ligada à educação e à necessidade de planos que ensinem a crianças e jovens a igualdade, já descrita na Constituição, para que seja possível buscar a redução nos casos de violência contra a mulher. “Quando a cultura machista não mais impere na sociedade, onde as crianças aprendam, desde a sua infância, o valor e a igualdade de gênero, quando se fala nisso, não quer dizer que a mulher quer ser melhor que ninguém, nós queremos equidade”, destacou Arruda. O mesmo caminho foi destacado por Rose. “Mato Grosso do Sul está dentro dos estados mais violentos contra a mulher, é necessário focar na educação. Todos nós, família, mães, precisamos educar os filhos para saber respeitar a irmã, a vizinha, as coleguinhas de sala de aula”, disse, lembrando que os meninos educados desde cedo respeitarão as mulheres. (Amanda Amorim)

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