18 agosto 2019, 8:51
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Reprodução/Suzanno

Celulose é responsável por 60% das exportações do Estado

O aumento das vendas da celulose e seus derivados fez a receita do produto crescer 13% de janeiro a julho deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, levando a produção a corresponder por quase 60% da receita de exportações do Estado. Dos US$ 2,14 bilhões, a celulose sozinha soma US$ 1,26 bilhão, segundo dados do Radar Industrial da Fiems.

Assim como apontou a Suzano em balanço divulgado na semana passada, o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, também afirma que o crescimento é devido ao aumento nas compras efetuadas por China e Estados Unidos, que compraram US$ 750 milhões e US$ 147,66 milhões, respectivamente. “Esses dois países elevaram de forma substancial a aquisição de celulose, refletindo no aumento da receita desse grupo no total das exportações de produtos industrializados”, declarou.

Com crescimento de 15% em relação ao período anterior, a carne bovina aparece em segundo lugar no ranking das exportações com 26% da receita com montante de US$ 556,88 milhões. “A alta também é devido ao aumento das compras efetuadas por Hong Kong, Chile, Emirados Árabes Unidos, Irã, China, Arábia Saudita e Egito, respectivamente”, analisou.

Benefícios da guerra comercial entre Estados Unidos e China

O montante arrecadado de janeiro a julho deste ano é 5% maior em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou US$ 2,04 bilhões. Apenas no mês de julho, as exportações de industrializados do Estado totalizaram US$ 322,95 milhões contra US$ 302,35 milhões de julho o ano passado, uma alta de 7%. Para o economista, esse crescimento pode ser creditado à guerra comercial os Estados Unidos e China, o que deve perdurar durante todo este segundo semestre de 2019. “Não há dúvida de que essa briga entre essas duas potências econômicas está beneficiando o Brasil, principalmente com as vendas de carne bovina e de aves. Por hora, o nosso país só tem a ganhar com esse conflito”, garantiu.

Ezequiel Resende destaca que, quanto à participação relativa, no mês de julho, a indústria respondeu por 75% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano a participação está em 70%. Ele acrescenta que, quanto ao desempenho, os grupos de maior destaque nas exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul são: Celulose e Papel, Complexo Frigorífico, Extrativo Mineral, Óleos Vegetais, Couros e Peles e Açúcar e Etanol, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de industrializados ao exterior. (Marcus Moura com Fiems)

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