10 julho 2020, 1:40
Fotos: Fabio Piva/Brasil Ride

Mundial de Mountain Bike faz história em Mato Grosso do Sul

A maior competição de Mountain Bike do mundo deixou sua marca registrada em Costa Rica, a 336 km de Campo Grande, no fim de semana. Pelo menos 400 ciclistas, de 12 países, viveram 24 horas de muita emoção e adrenalina, na 8º edição do Campeonato Mundial Bike Solo. Foi a primeira vez que a competição passou pela América Latina.

O canadense Cory Wallace e a italiana Gaia Ravaioli se consagraram os campeões na categoria elite. Cory (imagem acima) concluiu 16 voltas em 23h14min55 e levou o terceiro título consecutivo. Ele percorreu pouco mais de 460 km para vencer, à frente de Mario Veríssimo (BRA). Além de vice-campeão, o brasileiro foi vencedor do Pré-Mundial em 2018, quando completou 12 voltas no circuito sul-mato-grossense. O terceiro lugar ficou com Ernesto Mora (PAR).

Gaia foi a vencedora entre as mulheres ao completar 14 voltas em 24h17min50 e repetir o feito de 2017. Ela foi a líder do começo ao fim e em momento nenhum diminuiu o ritmo.

O top 3 teve as brasileiras Lucinei Marega e Hildebranda Leal, com 12 e 11 voltas completadas, respectivamente. Entre as favoritas estava a ucraniana Elena Novika, que se acidentou no sábado e encerrou em décimo lugar, com suspeita de fratura no ombro direito.

Além de ser um marco histórico no país, Costa Rica viveu um momento importante para a competição internacional. A edição deste ano estreou a categoria PCD (Pessoas com Deficiência). O sul-mato-grossense Bruno Paim (imagem ao lado) se consagrou campeão. Ele assumiu a liderança após as primeiras 12 horas e finalizou seu tempo com 23h52min37, feito em 12 voltas. O segundo lugar ficou com Eduardo Sanches e o terceiro com Victor Luise.

 

Sul-mato-grossenses viveram momentos únicos na competição

O evento pôde levar os atletas locais, amadores ou profissionais, a viver uma experiência única. A integrante do grupo campo-grandense Bike Society, Lívia Giurizzatto, 28 anos, pedala há dois anos, mas adotou o esporte em sua rotina há apenas seis meses. “Costumo pedalar três vezes por semana. Fazemos pedais noturnos entre 30 e 40 km. No fim de semana preferimos trilhas, então normalmente são pedais mais longos, de até 70km”, diz.

Ela se inscreveu com os pais e, juntos, puderam superar seus limites. Sua mãe levou o primeiro lugar na categoria 55 a 59 anos. Lívia e o pai, a quarta colocação na categoria dupla mista. “Decidimos encarar o desafio juntos. Por ser uma competição mundial sabíamos que os atletas seriam de alto nível, então fomos com o propósito de conhecer o evento e superar nossos limites. Foi o que aconteceu”, completa.

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