Variante de Covid-19 reduz eficácia da vacina em 30%

Foto: Reprodução / Internet

A cepa encontrada na variante da Covid na África do Sul diminui em até 10 vezes a produção de anticorpos em pessoas vacinadas ou previamente infectadas. De acordo com a SAGE, empresa multinacional de softwares, isso se traduz em uma queda potencial de 30% na eficácia da vacina.

Os dados sugerem então que alguns pacientes imunizados irão contrair a variante do vírus, pois embora os glóbulos brancos (anticorpos) não sejam a única resposta imunológica, eles desempenham um papel importantíssimo na formação de resistência imune.

A análise feita pela SAGE constatou que é mais provável que pessoas que já foram infectadas contraiam essa variante do que não infectados. Isso porque a variante em questão – conhecida como B.1.351 – tem três mutações em sua proteína ‘spike’ (E484K, N501Y e K417N). A proteína spike, por sua vez, acaba ‘escondendo’ essas mutações do sistema imunológico. A formulação da vacina que está sendo aplicada tem como mecanismo de ação fazer com que o corpo reconheça a proteína.
Acredita-se que a versão sul-africana seja pelo menos 60 por cento mais infecciosa do que a versão original de Covid, mas não parece ter uma “vantagem evolutiva” sobre a cepa Kent, razão pela qual os especialistas acreditam que não houve um grande surto no Reino Unido.

Nessa situação, a Inglaterra se viu obrigada a restringir mais ainda a entrada de estrangeiros no país. Antes, transportadores, oficiais da força de fronteira e outros trabalhadores foram isentos de testes ao entrar no Reino Unido. Agora, a obrigatoriedade do teste é para conter ploriferação da variante.

A multa para estrangeiros que não fizerem o teste pode chegar a £ 2.000, não podendo ficar dois dias sem fazer e refazer o exame. Os trabalhadores da Força de Fronteira no Canal da Mancha terão que realizar três testes semanais obrigatoriamente, passível de multa também.

Índia

Na Índia, pesquisadores afirmam ter encontrado uma variante “duplo mutante” de Covid-19, com alta capacidade de proliferação e escape das vacinas no estado de Maharashtra, no oeste do país. Eles sugerem que a variante é um híbrido de duas cepas diferentes de Covid – um evento raro que ocorre quando dois vírus se fundem dentro de uma pessoa infectada.

Ainda sem nome, o biólogo molecular Dr. Simon Clarke diz que é mais provável que a variante tenha sido gerada de forma aleatória do que de ela ser uma “variante de recombinação”, que é quando duas cepas se fundem. Segundo ele, ainda não há evidências que de fato sugira que seja um recombinante.

Até agora há apenas uma versão híbrida em todo o mundo. Encontrada nos EUA, é uma mistura entre a variante Kent e uma variante encontrada na Califórnia.

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *