Superpedido de impeachment a Bolsonaro é desacreditado por posição

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Nos bastidores da Câmara Federal, os deputados de oposição se articulam mais fortemente desde o dia 23 de abril para tentar emplacar um superpedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas o número ainda é insuficiente, de acordo com a posição. Aqui em Mato Grosso do Sul, apenas dois representantes aceitaram falar sobre o assunto, os deputados federais Luiz Ovando (PSL) e Vander Loubet (PT).

Para Ovando, todo deputado de posse da sua representatividade de seu poder, pode, obviamente diante daquilo que acreditam, solicitar que essas coisas vão à frente. Mas, eles têm que ter um certo número de assinaturas. “Do pessoal da esquerda eles vão conseguir. Não há dúvida disso. Mas, isso não vai passar de 108 deputados que é o que mais ou menos os representa. Eles precisam de mais. Eles precisam de 1/3 de assinaturas da Câmara. Se você fizer as contas de 513, são em torno de 171 . Então, é difícil, mas a gente não se isenta da responsabilidade de confrontar esta situação. Até porque isso é feito pelos bastidores. isso não é falado nem discutido. Então, quando vai à púlpito, para discussão ampla, aí há o contraponto”, pontuou o pesselista .

Ovando quer acreditar que os aliados tomando conhecimento desta movimentação para tentar passar algum dos 100 pedidos de impeachtment contra Bolsonaro, os outros partidos são alertados. “E ninguém está afim deste tipo de coisa agora. Até porque Bolsonaro tem maioria na Câmara e basicamente todos os projetos tem passado e sido aprovados”, avalia

Já Vander Loubet aponta que esse pedido unificado de impeachment do Bolsonaro está sendo articulado por nove partidos de oposição (PT, PSOL, PSB, PDT, Rede, PV, PCdoB, Cidadania), além de contar com apoio de parlamentares do DEM, PSL e PSDB e também de movimentos sociais, juristas, estudantes e lideranças religiosas.

“Apesar de divergências políticas, ideológicas e partidárias entre os autores das centenas de pedidos de impeachment apresentados na Câmara, há um ponto que une a todos, que é o consenso sobre a necessidade urgente de afastamento do Bolsonaro da Presidência”, avalia. Vander acredita que depende das siglas.

“Tudo vai depender da capacidade dos partidos, parlamentares e sociedade civil organizada de articular uma maioria que abrace essa causa. O desafio será arregimentar votos do Centrão. Motivos não faltam, na verdade saltam aos olhos: o descaso com a pandemia, o negacionismo, o boicote às vacinas, a volta da fome, a incapacidade de recuperar a economia, a falta de ação sobre a alta nos preços dos alimentos e combustíveis…”, enumerou o petista.

Reunião virtual

Até agora o manifesto pela unificação dos mais de 100 pedidos de impeachment protocolados na Câmara, liderados pela deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) e o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), reuniu cerca de 170 participantes, mas não surtiu o efeito desejado de pressionar o presidente da Câmara Federal dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), já que o mesmo considerou 100% deles inúteis na última terça (27).

“Eu ouvi vossa excelência calado e espero que vossa excelência também me ouça calado. Não cabe a esta Casa neste momento instabilizar uma situação por conveniência política de ‘a’ ou de ‘b’. O tempo é o da Constituição. Na conveniência e na oportunidade Os pedidos de impeachment, em 100%, não 95%, em 100% dos que já analisei são inúteis para o que entraram e para o que solicitaram”, destacou Lira em resposta a um pedido de Henrique Fontana, deputado federal do PT do Rio Grande do Sul.

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