Skatista campo-grandense tem chances de obter uma vaga para Tóquio

Divulgação/Intagram

O skate entra pela primeira vez na história como modalidade no maior evento esportivo do mundo

Campo Grande pode ter um representante na Olimpíada de Tóquio, que terá abertura oficial daqui a 85 dias. Eduardo Neves, de 18 anos, começou a andar de skate com 8 anos e hoje é um dos nomes cotados para representar o Brasil na modalidade street. A paixão veio do seu pai, Carlos Eduardo, de 41, que sempre praticou o esporte.

“Comecei a andar de skate por causa do meu pai que andava quando era moleque. Nem me lembro direito com que idade aprendi. Sempre tive skate em casa, então, desde bebê pegava o skate do meu pai, sentava na varanda e ficava brincando de um lado para o outro. Mas acredito que andar mesmo foi com 8, 9 anos”, relembrou o atleta, em entrevista.

Para o jovem, o apoio da família foi o que mais o motivou a continuar e chegar aonde chegou. Nascido e criado em Campo Grande, Eduardo Neves foi morar em Curitiba há dois anos para poder competir em torneios, já que em Mato Grosso do Sul não tem federação nem competições do esporte.

Além disso, os locais para a prática de skate do Estado ficaram desgastados com o tempo. “A pista aqui do Parque das Nações é uma das melhores pistas em que já andei, mas muito antiga. Precisa passar por uma reforma, o chão é muito áspero e cria um atrito com o skate.” O local foi inaugurado em 2005, na gestão de Zeca do PT.

“Eu escolhi Curitiba porque é uma cidade onde meus avós moram e lá é o polo do skate, tem vários circuitos, como o Circuito Curitibano e a Taça Paraná. A cena do skate é bem forte lá no Paraná”, afirmou o atleta que começou a participar dos circuitos no Estado em 2019.

Em 2019 participou do STU Qualifing Series, maior competição de skate do país e ficou em 5° lugar. Com o resultado, recebeu o convite da CBSK (Confederação Brasileira de Skate) para competir pelo quadro de atletas profissionais. Na edição de 2020, em São Paulo, conseguiu a 3ª colocação entre os melhores do país.

Neste ano, ficou em 2° lugar no primeiro circuito do ano, em Criciúma (SC). “2020 teve uma única etapa e fiquei em terceiro, ai essa pontuação somou com a primeira etapa de 2021, que foi em Criciúma. Eu não sei direito como funcionam esses pontos, mas sei que entre os brasileiros estou entre os dez primeiros.”

Seletivas nos EUA e na Itália

Para ir a Tóquio, Eduardo precisa buscar pontos em duas competições que acontecem antes dos Jogos. De 17 a 23 de maio, disputará a seletiva olímpica Dew Tour, em Iowa, nos Estados Unidos. Uma semana depois, o atleta vai para Roma, na Itália, para o Mundial de street, competição que terá maior peso para aqueles que conseguirem o pódio. “É uma briga dos brasileiros para ver que vem vai para as olimpíadas. O evento vai estar irado, com todos os meus amigos lá”, disse o sul-mato-grossense.

(Texto: Alex Nantes)

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