Operação apreende mais de 4,3 mil pares de tênis falsificados em duas lojas

Foto: divulgação/Procon
Foto: divulgação/Procon

Uma operação realizada pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) em conjunto com o Procon-MS resultou na apreensão de 4.326 pares de tênis falsificados em duas lojas de Campo Grande. A ação ocorreu na tarde de segunda-feira (8) e surpreendeu as equipes de fiscalização pelo volume de mercadorias encontradas.

De acordo com os órgãos responsáveis, a quantidade de produtos recolhidos foi tão grande que foi necessário utilizar um caminhão-baú para transportar toda a carga até o depósito. O número final superou as estimativas iniciais feitas durante as vistorias realizadas nos estabelecimentos.

As lojas fiscalizadas estão localizadas na Avenida Cafezais, no Jardim Bálsamo, e na região central da Capital. Durante a operação, os agentes identificaram milhares de calçados que reproduziam marcas conhecidas sem autorização dos detentores dos direitos.

Entre os produtos apreendidos estavam réplicas de grifes internacionais como Louis Vuitton, Gucci e Calvin Klein. Os fiscais também encontraram lotes de tênis estampados com a logomarca da Apple, empresa do setor de tecnologia que não comercializa calçados, o que chamou a atenção das equipes envolvidas na operação.

Segundo o Procon-MS, a fiscalização foi motivada por denúncias de consumidores que relataram a venda de produtos sem nota fiscal e com preços muito abaixo dos praticados no mercado. A ação ocorreu poucas horas após servidores dos órgãos de defesa do consumidor participarem de um treinamento técnico voltado à identificação de fraudes relacionadas à propriedade industrial.

Após a apreensão, todos os pares de tênis passaram por catalogação e pelos procedimentos legais necessários. Em seguida, as mercadorias foram encaminhadas para a Receita Federal, que dará continuidade às medidas cabíveis.

Os proprietários dos estabelecimentos deverão responder formalmente por crimes contra as relações de consumo e por violação de propriedade de marca. As investigações seguem para apurar a origem dos produtos e a possível existência de uma rede de distribuição de mercadorias falsificadas na região.

 

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