Crime praticado em plena luz do dia chamou atenção pela crueldade e envolvidos foram encontrados em Sidrolândia menos de 48 horas após o homicídio
Equipes do BPMChoque (Batalhão de Polícia Militar de Choque) localizaram, na segunda-feira (8), os suspeitos de envolvimento na execução de um homem ocorrida no último domingo (7), em Maracaju. Durante a ação, um dos investigados morreu após confronto com policiais militares em Sidrolândia. Outro foi preso e uma mulher acabou detida por dar apoio aos envolvidos.
Segundo o subcomandante do BPMChoque, Capitão Clemente, o caso mobilizou as forças de segurança pela violência empregada na execução. A vítima estava sentada em frente à residência quando foi surpreendida por dois homens armados que chegaram em um veículo e efetuaram diversos disparos.
“Foi uma execução praticada com extrema frieza. Nas imagens é possível ver que havia outras pessoas próximas, inclusive uma criança, que passa no meio do tiroteio. Isso chamou a atenção das autoridades e motivou uma resposta rápida”, afirmou o oficial.
A partir das imagens de câmeras de segurança e de informações levantadas durante as diligências, policiais receberam a informação de que os suspeitos estariam escondidos em Sidrolândia. Por volta das 18h de segunda-feira, um dos envolvidos, de 18 anos, conhecido pelo apelido de “Terrível”, foi localizado e preso.
Conforme o capitão, o jovem confessou participação no homicídio e indicou o paradeiro do comparsa, identificado como “Perturbado”, de 22 anos. Ele também revelou informações sobre o veículo utilizado no crime e o local onde estaria parte do armamento empregado na execução.
As equipes seguiram até o endereço indicado para localizar o segundo suspeito. No entanto, durante a tentativa de abordagem, ele teria reagido.
“Quando os policiais entraram na residência, ele apresentou uma arma de fogo e a apontou na direção da equipe. Diante da agressão iminente, foi necessário o uso da força letal para cessar a ameaça”, explicou Clemente.
O suspeito foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Mulher presa dava suporte aos autores
As diligências continuaram em Maracaju, onde uma mulher foi presa suspeita de prestar apoio aos envolvidos. Na residência dela, os policiais encontraram munições calibre 9 milímetros, compatíveis com uma das armas que podem ter sido utilizadas na execução.
De acordo com a polícia, ela seria responsável por guardar armamentos e oferecer suporte logístico aos autores.
A pistola mencionada por um dos suspeitos não foi localizada. Já o homem morto no confronto portava um revólver, mas ainda não há confirmação de que a arma tenha sido utilizada no homicídio.
Motivação ainda é investigada
Apesar das prisões e da identificação dos suspeitos, a motivação do crime ainda não foi esclarecida. Segundo o capitão Clemente, a apuração ficará a cargo da Polícia Civil.
“Nós ainda não temos informações sobre o motivo da execução. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime”.
A polícia também apura se há ligação dos envolvidos com facções criminosas. Até o momento, essa hipótese não foi confirmada.
Estratégia para dificultar investigações
Durante a entrevista, o oficial destacou que é comum organizações criminosas utilizarem pessoas de outras cidades para praticar execuções, dificultando a identificação e a captura dos autores.
“Eles cometem o crime e deixam o município logo em seguida. A intenção é justamente dificultar as diligências iniciais e tentar despistar as autoridades”, explicou.
Os suspeitos presos devem responder por homicídio, associação criminosa, posse irregular de munições e outros delitos relacionados ao caso. A investigação segue em andamento.
Por Geane Beserra
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